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Brasil registra primeiro caso de coronavírus no sistema prisional

O detento que foi diagnosticado com a doença cumpre pena no regime semiaberto no Centro de Progressão Penitenciária do Pará, em Belém

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, informou nesta quarta-feira que foi registrado o primeiro caso de coronavírus dentro de uma penitenciária. O detento que foi diagnosticado com a doença cumpre pena no regime semiaberto no Centro de Progressão Penitenciária do Pará, em Belém.

– Hoje veio a notícia do primeiro preso infectado. Foi identificado no Pará. Isso porque era um preso no semiaberto, saiu temporariamente e voltou. Começou a apresentar sintomas, fez um teste e hoje confirmou a infecção. Mas é o único caso conhecido, pelo menos até o momento. Pela experiência mundial, o número de infectados é pequeno dentro da população prisional – disse o ministro.

Moro participou nesta tarde de uma transmissão ao vivo nas redes sociais, a convite da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). O ministro foi entrevistado pela presidente da entidade, Renata Gil.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária do estado, o preso apresenta um quadro leve e será levado para uma outra unidade, onde permanecerá em isolamento.

Todos os outros detentos estão sendo avaliados por médicos e, caso apresentem sintomas, também cumprirão quarentena. Um decreto do governo estadual suspendeu, em 23 de março, a visitação em todos os presídios estaduais. A visitação também está proibida no sistema penitenciário federal.

Nesta tarde, o Ministério da Saúde informou que há 15.927 casos de coronavírus no país, com 800 mortes. O Pará registra 167 casos, com 6 óbitos.

Moro voltou a afirmar que vê com preocupação determinadas decisões de soltura de presos em função da pandemia de coronavírus.

Segundo ele, tem havido “equívocos” pontuais na aplicação da medida que recomenda o relaxamento da prisão para, por exemplo, integrantes do grupo de risco da doença.

De acordo com o ministro, já houve casos de liberação de detentos considerados perigosos. Segundo os cálculos do ministério, cerca de 30 mil internos já foram beneficiados por alvarás de soltura ou tiveram o regime alterado para prisão domiciliar.

– Entendemos que temos que prevenir o corona, mas temos que pensar também na segurança. Tudo que não precisamos nesse momento é de uma crise na segurança pública – afirmou Moro.

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