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As 10 cidades com pior qualidade de vida no Brasil em 2026

Levantamento que avaliou os 5.570 municípios brasileiros mostra concentração dos piores índices no Norte do país

Brasil: Pará e Roraima concentram as cidades com a pior qualidade de vida (Leandro Barreto/Unsplash)

Brasil: Pará e Roraima concentram as cidades com a pior qualidade de vida (Leandro Barreto/Unsplash)

Publicado em 20 de maio de 2026 às 10h39.

Última atualização em 20 de maio de 2026 às 10h54.

Uiramutã, em Roraima, lidera o ranking das cidades com a pior qualidade de vida do Brasil em 2026, com nota de 42,44, segundo o novo Índice de Progresso Social Brasil, o IPS Brasil, divulgado nesta quarta-feira, 20.

O levantamento, que avalia os 5.570 municípios brasileiros, destaca também as cidades de Jacareacanga (PA), Alto Alegre (RR), Portel (PA) e Amajari (RR) entre as dez piores do país.

A maior parte dos municípios com os menores índices de progresso social está concentrada na região Norte, especialmente no Pará e em Roraima.

O estudo mede a capacidade dos municípios de atender às necessidades humanas básicas, garantir qualidade de vida e ampliar oportunidades para a população.

Segundo Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil, o índice avalia resultados concretos da vida da população. “O IPS mede resultados e não volume de investimentos, ou riquezas. Nos interessa saber se os serviços públicos estão, de fato, sendo entregues aos cidadãos”, afirmou.

No ranking geral dos municípios, Gavião Peixoto (SP), no interior paulista, ficou pelo terceiro ano consecutivo na liderança nacional, com nota 73,10.

Quais são as 10 cidades com pior qualidade de vida no Brasil

  • Uiramutã (RR) — 42,44
  • Jacareacanga (PA) — 44,32
    Alto Alegre (RR) — 44,72
  • Portel (PA) — 45,42
  • Amajari (RR) — 45,58
  • Pacajá (PA) — 45,87
  • Anapu (PA) — 45,91
  • Japorã (MS) — 46,23
  • Santa Rosa do Purus (AC) — 46,70
  • Uruará (PA) — 46,80

Entre os 20 municípios com pior desempenho, o Pará concentra a maior parte das cidades listadas. Também aparecem municípios de Roraima, Acre, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

Norte concentra os piores indicadores do país

O relatório mostra que as regiões Norte e Nordeste seguem registrando os menores níveis de progresso social do país.

Na análise por estados, Pará ficou na última posição do ranking nacional, atrás de Maranhão e Acre.

A média nacional foi de 63,40 pontos, com destaque para necessidades humanas básicas (74,58) e o pior desempenho em oportunidades (46,82). Os dados mostram uma evolução sutil em relação ao levantamento anterior.

Os indicadores mais críticos do país estão ligados a Direitos Individuais, Inclusão Social e Acesso à Educação Superior.

Capitais com melhor e pior qualidade de vida

Curitiba (PR) lidera o ranking das capitais brasileiras no IPS Brasil 2026, com nota 71,29. Na sequência aparecem Brasília (DF), com 70,73, São Paulo (SP), com 70,64, Campo Grande (MS), com 69,77, e Belo Horizonte (MG), com 69,66.

Na outra ponta do ranking estão Porto Velho (RO), com 58,59, Macapá (AP), com 59,65, Maceió (AL), com 61,96, Salvador (BA), com 62,18, e Recife (PE), com 63,22, as cinco capitais com os menores índices no levantamento.

“Apesar do bom desempenho das capitais, todas apresentam sérias dificuldades no componente de inclusão social, com altos índices de violência contra minorias, famílias em situação de rua e baixa paridade de gênero e raça nas câmaras municipais”, disse Wilm, coordenadora do IPS Brasil.

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