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Lula diz que visita a Trump poderá ocorrer em 16 de março

Data do encontro na Casa Branca entre os dois presidentes está em processo de negociação

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a sessão de encerramento do Encontro Empresarial Brasil-Coreia do Sul (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a sessão de encerramento do Encontro Empresarial Brasil-Coreia do Sul (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 15h33.

Última atualização em 27 de fevereiro de 2026 às 20h14.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 24, que pretende viajar aos Estados Unidos em meados de março, mas ainda aguarda a confirmação oficial da agenda com o presidente norte-americano. Segundo Lula, a reunião com Donald Trump ainda não tem data definida, mas a expectativa é que ocorra por volta de 16 de março.

A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas que acompanham a visita oficial do presidente à Coreia do Sul. Ele indicou que pretende discutir com o presidente dos Estados Unidos temas ligados aos interesses do Brasil, ao multilateralismo e à democracia. Ele afirmou que também ouvirá quais assuntos estarão na pauta da Casa Branca.

"Ainda não está marcada a reunião, acho que precisa ser lá pelo dia 16 ‌de março, ou próximo a essa ‌data, e quando tiver a reunião nós vamos conversar os assuntos", disse Lula em coletiva de imprensa, adiantando que pretende levar consigo nessa viagem representantes da Polícia Federal, da ‌Receita Federal e do Ministério da Fazenda para tratar do combate ao crime organizado.

No domingo, durante passagem pela Índia, o presidente já havia antecipado que pretende tratar com Trump de comércio, imigração, investimentos e cooperação entre universidades. A agenda bilateral deve incluir temas econômicos, migratórios e educacionais.

Recentemente, fontes com conhecimento das negociações informaram à agência Reuters que o governo brasileiro sugeriu a segunda quinzena de março como possível período para a viagem, com indicação da semana do dia 15. Até então, não havia resposta formal da Casa Branca sobre a proposta apresentada pelo Brasil

Tarifaço dos EUA

Questionado sobre a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, na sexta-feira, que invalidou parte das tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos importados, Lula evitou comentar o caso.

Após a derrota na Corte, o republicano anunciou tarifas globais de 10% sobre importações que entraram em vigor nesta terça-feira, 24. O percentual é inferior aos 15% mencionados pelo presidente no sábado, 21, mas nenhuma diretriz oficial elevando a taxa foi publicada até o momento.

A medida foi formalizada por meio de ordem executiva assinada horas após a Suprema Corte bloquear parte das tarifas amplas impostas anteriormente com base na International Emergency Economic Powers Act (IEEPA).

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Coreia do Sul e Mercosul retomam debate sobre acordo comercial

Durante a visita a Seul, Lula relatou que discutiu com o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, a possibilidade de avanço em um acordo comercial entre a Coreia do Sul e o Mercosul. As negociações estão paralisadas desde 2021.

O presidente brasileiro declarou que há interesse em retomar as negociações e concluir o entendimento ainda neste ano. "Ele se mostrou muito interessado, nós vamos montar as comissões para começar a debater e eu acho que, se tudo der certo, a gente pode concluir esses acordos todos neste ano", detalhou Lula.

Nesta segunda-feira, em meio à agenda oficial no país asiático, o Ministério da Agricultura informou que a Coreia do Sul avançou no processo de abertura e ampliação do mercado para carnes bovina e suína do Brasil. O governo sul-coreano confirmou a realização de auditorias em frigoríficos brasileiros e indicou que avaliará outros Estados aptos a exportar carne suína.

Segundo a pasta, a medida faz parte do processo de habilitação sanitária necessário para exportações ao mercado sul-coreano.

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