Apesar de internação de Bolsonaro, Mourão embarca em viagem ao exterior

Vice-presidente já tinha sido designado para representar Brasil em Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Na tarde desta quarta-feira, enquanto o presidente Jair Bolsonaro era transferido de um hospital em Brasília para fazer exames em São Paulo, o vice-presidente Hamilton Mourão embarcou para Angola. Mourão, que é o primeiro na linha sucessória caso Bolsonaro precise ser afastado, irá representar o Brasil em uma reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que já estava marcada.

O embarque de Mourão ocorreu às 16h30, de acordo com a agenda oficial. Cerca de 20 minutos depois, Bolsonaro deixou o Hospital das Forças Armadas (HFA), onde estava internado desde a madrugada, para ser levado para São Paulo.

Mourão já havia anunciado na semana passada que participaria da reunião:

— O presidente me designou para representá-lo na reunião de chefes de Estado da Comissão de Países de Língua Portuguesa.

Integram a CPLP, além do Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

"Em conjunto, buscaremos meios de fortalecer e promover a cooperação econômica e empresarial em tempos de pandemia, em prol do desenvolvimento sustentável dos países da CPLP", escreveu o vice-presidente no Facebook nesta quarta.

Também fazem parte da delegação brasileira o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, e o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência, Flavio Rocha.

Caso Bolsonaro precise se afastar da Presidência, e Mourão esteja no exterior, o terceiro na linha sucessória é o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-LA). Entretanto, existe uma dúvida jurídica
sobre se Lira pode assumir o cargo.

Um julgamento em que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu uma denúncia contra Lira foi paralisado quando já havia maioria para rejeitar um recurso, e réus não podem assumir a Presidência, por decisão do STF. O quarto na linha sucessória é o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Mourão já assumiu a Presidência devido a duas cirurgias de Bolsonaro, em janeiro e em setembro de 2019. Em 2020, contudo, o presidente realizou outros dois procedimentos, de menor complexidade, e não houve necessidade de se afastar do cargo.

Bolsonaro está com uma obstrução intestinal. Em São Paulo, serão feitos exames complementares para avaliar a necessidade de uma cirurgia.

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