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Redação Exame
Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 08h53.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira, 7, o recolhimento de alimentos e suplementos após identificar riscos à saúde e irregularidades sanitárias. As medidas atingem um molho de tomate importado e suplementos alimentares de diferentes fabricantes.
A Anvisa determinou o recolhimento do lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro. O lote teve a comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo suspensos em todo o país.
A decisão foi tomada após um alerta da rede europeia RASFF, sistema de troca rápida de informações sobre riscos graves em alimentos e rações. Segundo o aviso, o produto importado para o Brasil continha pedaços de vidro.
Outro produto afetado é o Neovite Visão, suplemento alimentar voltado à saúde ocular, da empresa BL Indústria Ótica Ltda. (Bausch Lomb). A ação fiscal atinge exclusivamente os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072.
Esses lotes estão proibidos de ser fabricados, importados, comercializados, distribuídos, divulgados e consumidos. A Anvisa identificou o uso de Capsicum annuum L., fruto da páprica, como fonte de zeaxantina, ingrediente não autorizado para suplementos alimentares.
Também foi constatado que a quantidade de Caramelo IV, produzido pelo processo sulfito-amônia, está acima do limite permitido.
A empresa informou à Anvisa o recolhimento voluntário dos lotes irregulares. Esse tipo de ação ocorre quando a própria fabricante identifica falhas ou não conformidades em seus produtos.
A fiscalização também determinou a apreensão dos suplementos Vitamina C Sucupira com Unha de Gato Ervas Brasil e Suplemento Alimentar Colesterol Ervas Brasil, da empresa Ervas Brasil Indústria Ltda.
Os produtos estão proibidos de ser fabricados, comercializados, distribuídos, divulgados e consumidos. Segundo a Anvisa, a empresa não possui Licença Sanitária nem Alvará de Funcionamento.
A Anvisa apontou ainda o uso de ingredientes não autorizados em alimentos e a divulgação irregular dos suplementos da Ervas Brasil. A comunicação associa os produtos a benefícios funcionais e terapêuticos sem comprovação científica.