Brasil

Aneel cobra Enel por apagão em SP e alerta para perda da concessão

Cerca de 2,2 milhões de imóveis ficaram sem energia após fortes rajadas de vento na capital e na região metropolitana de São Paulo

As agências foram concebidas como entes de Estado, e não de governo, assegurando sua autonomia em diversas esferas, incluindo a técnica e orçamentária. (Helder Faria/Getty Images)

As agências foram concebidas como entes de Estado, e não de governo, assegurando sua autonomia em diversas esferas, incluindo a técnica e orçamentária. (Helder Faria/Getty Images)

Publicado em 10 de dezembro de 2025 às 20h25.

Última atualização em 10 de dezembro de 2025 às 22h51.

Priorizar nos meus resultados Google

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) enviou, nesta quarta-feira, um ofício à distribuidora Enel São Paulo cobrando explicações sobre a queda de energia que atingiu 2,2 milhões de imóveis após fortes rajadas de vento na capital e na região metropolitana. A empresa tem prazo de cinco dias para responder.

No documento, a agência reguladora ressalta que a Defesa Civil de São Paulo havia alertado previamente sobre a formação de um “ciclone extratropical” em áreas da concessão da Enel.

A Aneel também relembra episódios semelhantes ocorridos em 2023 e 2024, quando 2,1 milhões e 2,4 milhões de unidades consumidoras, respectivamente, ficaram sem fornecimento de energia.

Em ofício assinado pelo diretor Luiz Fernando Mozna, a agência afirma que o impacto do evento atual é de “semelhante magnitude”, com mais de 2 milhões de unidades consumidoras interrompidas.

Diante disso, solicitou da distribuidora uma descrição detalhada do fenômeno climático, a explicação do plano de contingência adotado após o alerta da Defesa Civil, além das datas e horários em que a empresa tomou conhecimento do ciclone e acionou seus protocolos.

Falhas podem levar à perda da concessão

A Aneel também pediu provas de que a Enel dispõe de estrutura compatível com a dimensão e a complexidade de sua área de concessão, capaz de responder de forma “ágil e eficaz” a eventos climáticos extremos.

O contrato da Enel São Paulo termina em 2028, mas a empresa já solicitou a renovação antecipada da concessão.

No ofício desta quarta, o diretor da Aneel destacou que a recorrência de falhas pode levar à caducidade do contrato.

Segundo a agência, a “constante recorrência e a gravidade” dos problemas caracterizam descumprimento contratual e legal, podendo ensejar a recomendação de caducidade da concessão, conforme a Resolução Normativa nº 846/2019.

Prefeitura também notifica Aneel e Enel

Além da atuação da Aneel, a Prefeitura de São Paulo também notificou, nesta quarta-feira, a agência reguladora e a Enel por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM).

A administração municipal pede explicações sobre a grande quantidade de veículos da concessionária parados na garagem enquanto mais de 2 milhões de unidades consumidoras permaneciam sem luz.

A PGM concedeu prazo de até 48 horas para que a Enel esclareça os motivos que levaram parte da população da capital a enfrentar a interrupção do fornecimento de energia por tantas horas.

Posicionamento da Enel

Em nota enviada à imprensa, a Enel informou que responderá ao órgão regulador no prazo solicitado.

“A distribuidora mobilizou e reforçou antecipadamente seu quadro em campo e, ao longo do dia, 1.300 equipes atuam para restabelecer o fornecimento de energia para cerca de 2 milhões de clientes”, afirma a empresa.

*Com informações do Globo

Acompanhe tudo sobre:AneelEnel

Mais de Brasil

Fachin assume a relatoria do processo sobre Moraes e determina envio dos casos Master e INSS ao STF

Fachin dá 24 horas para PF informar sobre dados extraídos do celular de Vorcaro

São Paulo tem setembro mais chuvoso dos últimos 30 anos, afirma prefeitura

Fachin fixa data para julgar casos de Moraes e Mendonça no STF; entenda