Aliança com Haddad é uma homenagem a Lula, diz PSB

No evento de amanhã, às 16h, o PSB se reunirá com a cúpula do PT e Haddad, em um hotel da zona sul da capital

São Paulo - O vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, terá um jantar nesta quinta com a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), quando lhe dirá que ela tem o apoio total da legenda para aceitar o convite para ser vice na chapa de Haddad. "Erundina é uma bela aquisição para o Haddad", definiu o presidente estadual do PSB, deputado federal Márcio França. Com a presença do governador Eduardo Campos (PE), o PSB anuncia nesta sexta o apoio formal à pré-candidatura do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo.

No evento de amanhã, às 16h, o PSB se reunirá com a cúpula do PT e Haddad, em um hotel da zona sul da capital. Além de Campos, presidente nacional do PSB, participarão da reunião que selará a aliança o presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão, e dirigentes regionais das duas legendas. Os pessebistas ainda cogitavam ter a presença do governador do Ceará, Cid Gomes, mas segundo sua assessoria de imprensa, ele terá uma inauguração em Fortaleza e não poderá comparecer. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participaria do evento, mas devido a exames na laringe e um procedimento cirúrgico, terá de poupar a voz e ficará em repouso.

"Estamos fazendo uma homenagem ao ex-presidente Lula. É assim que eu entendo essa aliança", afirmou França, que na semana passada deixou a Secretaria Estadual de Turismo do governo de Geraldo Alckmin (PSDB), após resistir a uma aliança com o PT na capital paulista. De acordo com ele, passada as negociações com os petistas (que envolveu o apoio do PT ao PSB em cidades estratégicas), o partido seguirá unido. "Decidido, não tem mais o que ser discutido. Decidido é um grupo só", resumiu França.

Com o provável "sim" de Erundina ao convite nesta noite, a deputada deve ser o destaque do anúncio da aliança nesta sexta-feira. Assim como Eduardo Campos, Márcio França também acredita que Erundina aproximará Haddad da periferia, uma vez que o petista contava com o apoio da senadora Marta Suplicy e até agora não pode contar com a força da ex-prefeita entre os mais pobres. "Ela vai suprir essa deficiência na periferia."

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