Brasil

AGU aciona STF para manter tramitação da MP dos Portos

Para o órgão, o encaminhamento da medida é assunto interno do Legislativo, o que impede o STF de atuar


	A petição rebate mandado de segurança de parlamentares da oposição, que pedem a suspensão do trâmite da medida provisória
 (Wilson Dias/ABr)

A petição rebate mandado de segurança de parlamentares da oposição, que pedem a suspensão do trâmite da medida provisória (Wilson Dias/ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 16 de maio de 2013 às 19h35.

Brasília – A Advocacia-Geral da União (AGU) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) no início desta noite (16) para defender a tramitação da Medida Provisória 595, a MP dos Portos. Para o órgão, o encaminhamento da medida é assunto interno do Legislativo, o que impede o STF de atuar.

“A questão é visivelmente interna corporis, a qual, de acordo com a jurisprudência do STF, não enseja apreciação em sede de mandado de segurança, por não haver violação ao devido processo legislativo”, argumenta o texto da AGU. O processo está sob relatoria do ministro Celso de Mello.

A petição rebate mandado de segurança de parlamentares da oposição, que pedem a suspensão do trâmite da medida provisória. Eles alegam que a matéria recebeu 678 emendas na Câmara, o que impede análise e votação pelos senadores em apenas um dia.

Para a AGU, que atua em nome do Senado no processo, grande parte das emendas foi discutida na comissão mista formada por senadores e deputados antes de o texto chegar aos plenários das respectivas Casas, o que derruba a tese de que as mudanças eram desconhecidas.

O órgão também entende que, antes de ser motivo de ilegalidade, a votação ágil é algo esperado dentro do trâmite de uma medida provisória, que tem prazo para expirar. “Não há qualquer dispositivo - regimental, legal ou mesmo constitucional - que imponha um prazo mínimo para tais deliberações”.

Acompanhe tudo sobre:LegislaçãoSupremo Tribunal Federal (STF)Processos judiciais

Mais de Brasil

Flávio defende suspender reforma tributária e é questionado em evento da CNI

PGR defende validade de pesquisa eleitoral que apontava queda de Flávio Bolsonaro

Defesa de Jaques Wagner recorre ao STF para anular busca da PF no Caso Master

Nova regra permite ao Judiciário até 100 dias a mais de folga que empregados 6x1