Lula e Flávio: Vantagem do petista é de 6 pontos percentuais (Divulgação/Exame)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 20 de agosto de 2026 às 17h27.
O atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem 39,71% das intenções de voto, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), 33,04%, segundo o Monitor Eleitoral, o agregador de pesquisas eleitorais da Inteligov divulgado em parceria com a EXAME.
A diferença entre os dois teve uma leve variação, de 6,29 pontos para 6,67 pontos em relação ao levantamento realizado no dia 5 de agosto.
No período, a tendência do petista foi positiva em 0,23 ponto percentual, enquanto a de Flávio foi negativa em 0,04 ponto, praticamente estável.
Desde março, quando foi realizado o primeiro levantamento, Lula avançou de 38,74% para 39,71%. Flávio cresceu três pontos percentuais.
Veja os detalhes do Agregador aqui.
Na sequência, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), tem 4,81%, seguido pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3,6%.
O presidente do Missão, Renan Santos, tem 2,75%, e o influenciador Pablo Marçal (PRTB) aparece com 2,06%. Marçal está inelegível até 2032, mas ainda não teve a sua candidatura julgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Augusto Cury (Avante) tem 1,5% das intenções de voto.
Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Veterinário Wilson Grassi (DEMOCRATA) não passam de 1% cada.
A ferramenta calcula uma média ponderada para cada candidato nas pesquisas divulgadas na última quinzena e aponta a tendência das intenções de voto. O objetivo é mostrar não apenas o retrato da disputa, mas como cada candidatura se movimenta ao longo do tempo.
Essa é a primeira rodada do levantamento após o fim do prazo para o registro das candidaturas.
Leandro Terra Adriano, doutor em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e responsável técnico pelo agregador, avalia que os dados mostram que Lula se consolida na liderança e ainda acelera levemente, mesmo em meio a desgastes recentes do seu filho, Fábio Luis, conhecido como Lulinha.
"Acredito que Lula se consolida na liderança, e ainda acelera levemente, por saber se blindar de escândalos, como as acusações a Lulinha, que não são as primeiras e nos mostram como o filho do presidente é um tema batido que nunca fisgou o eleitorado de fato", diz.
Do lado da oposição, os números mostram que Flávio sofreu nas pesquisas por conta do caso Dark Horse, que revelou a sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, e o seu desentendimento público com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
"Flávio caiu e parou de cair, mas caiu. Outras opções de direita, como Renan Santos, vêm chamando muito a atenção do eleitorado de forma independente, apesar da polarização", afirma.
O resultado apresentado pelo monitor não corresponde a uma média aritmética simples das pesquisas. O modelo utiliza uma Média Móvel Ponderada, cálculo que atribui pesos diferentes aos levantamentos de acordo com critérios metodológicos e com a data de realização de cada pesquisa.
Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral no modelo, enquanto levantamentos feitos por IVR, sistema automatizado de entrevistas por telefone, e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística.A atualidade também interfere no cálculo. A metodologia reduz em 25% o peso de uma pesquisa a cada quinzena de caducidade. Na prática, levantamentos mais antigos continuam no histórico, mas perdem influência sobre a média à medida que novas pesquisas são incorporadas.
Esse mecanismo busca dar maior peso ao retrato mais recente da eleição, sem descartar a trajetória acumulada desde março. A cada rodada, novas pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base utilizada para o cálculo.
Na consolidação realizada até as 12h de 17 de agosto, por exemplo, a base recebeu 27 novas pesquisas cadastradas no PesqEle. Elas se somaram aos 404 levantamentos considerados na iteração anterior.