Brasil

Afif aciona Supremo para manter cargo de vice-governador

Afif quer impedir a cassação de seu mandato de vice-governador do estado de São Paulo depois que assumiu posto no Executivo Federal


	O ministro da Secretaria de Micro e Pequena Empresa, Afif Domingos: o processo está atualmente na Comissão de Constituição, Justiça e Redação da assembleia e deve ser retomado após a volta do recesso.
 (REUTERS/Ueslei Marcelino)

O ministro da Secretaria de Micro e Pequena Empresa, Afif Domingos: o processo está atualmente na Comissão de Constituição, Justiça e Redação da assembleia e deve ser retomado após a volta do recesso. (REUTERS/Ueslei Marcelino)

DR

Da Redação

Publicado em 24 de julho de 2013 às 17h22.

Brasília – O ministro Guilherme Afif Domingos, da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, entrou com reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a cassação de seu mandato de vice-governador do estado de São Paulo. Afif assumiu o posto no Executivo Federal em maio deste ano, indicado pela presidente Dilma Rousseff, mas manteve o cargo no governo paulista.

A reclamação ataca ato do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Samuel Moreira (PSDB), que admitiu processar pedido de cassação devido à acumulação de cargos. O processo está atualmente na Comissão de Constituição, Justiça e Redação da assembleia e deve ser retomado após a volta do recesso.

De acordo com o vice-governador, o processo é irregular porque o STF já decidiu, em julgamento anterior, que a definição de regras sobre o processamento e julgamento de agentes políticos federais, estaduais ou municipais por crimes de responsabilidade cabe ao Legislativo federal, e não aos estados. Citando a Constituição Federal, Afif destaca que o presidente da Alesp não poderia abrir processo de cassação em decisão individual, pois a medida só poderia ter sido tomada por dois terços da Casa Legislativa.

O político ainda afirma que a representação inicial apontava crime de responsabilidade, mas que o documento foi substituído por outro parecer técnico que transferiu a discussão para a incompatibilidade dos cargos, manobra que permitiu a abertura de processo por decisão individual.

Os advogados alegam que trata-se de um "perigoso processo político" e que Afif só aceitou o cargo porque não havia qualquer impedimento jurídico para exercer as duas funções. O relator do processo é o ministro Luiz Fux, mas o caso foi distribuído para o presidente em exercício do Supremo, Ricardo Lewandowski, responsável pela decisão de questões urgentes no recesso da Corte.

Acompanhe tudo sobre:Política no BrasilPolíticaEstado de São Paulo

Mais de Brasil

Cotado para vice de Haddad, França diz que prefere disputar o Senado em SP

Em carta a Rubio, Flávio Bolsonaro pede que EUA não imponham tarifas ao Brasil

'Tariflávio'? Governo Lula transforma defesa do Pix em arma eleitoral contra Flávio Bolsonaro

Discussão sobre fim da escala 6x1 'não tem razão de existir', diz presidente da Fiems