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Aécio promete manter "acesa a chama da mudança" no Brasil

Ex-candidato do PSDB disse que pretende liderar uma oposição "responsável", mas também "inquebrantável" e que "não dará trégua" ao governo


	Aécio Neves: senador tucano acusou Dilma e o PT, no poder desde 2003, de basearem a campanha eleitoral "na má fé, no medo e na mentira"
 (Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Aécio Neves: senador tucano acusou Dilma e o PT, no poder desde 2003, de basearem a campanha eleitoral "na má fé, no medo e na mentira" (Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

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Da Redação

Publicado em 5 de novembro de 2014 às 16h48.

Brasília - O senador Aécio Neves, candidato derrotado à presidência na eleição do último dia 26 de outubro, afirmou nesta quarta-feira no primeiro discurso na tribuna do Senado após a disputa que, apesar de ter perdido, surgiu "uma chama de mudança" no país, que prometeu manter "acesa" na oposição.

O ex-candidato do PSDB disse que pretende liderar uma oposição "responsável", mas também "inquebrantável" e que "não dará trégua" ao governo.

Dilma Roussef (PT) obteve 51,64% dos votos nas eleições e Aécio 48,36%. Ele hoje lembrou o apoio desses 51 milhões de brasileiros que "descobriram que podem decidir seu destino e não permanecerão em silêncio".

O senador tucano acusou Dilma e o PT, no poder desde 2003, após Lula vencer as eleições sobre José Serra, também do PSDB, de basearem a campanha eleitoral "na má fé, no medo e na mentira".

Segundo Aécio, tudo isso "com a única intenção de se perpetuar no poder", incluindo "um vergonhoso uso da máquina pública", mas que mesmo assim a oposição conseguiu construir "um movimento novo, que saiu das eleições mais vivo do que nunca".

Aécio ressaltou que sua derrota aconteceu por um placar muito apertado, mas que reconhece a vitória democrática da presidente, apesar de acreditar que o país "sofre e continuará sofrendo com um modelo de gestão corrupto, uma economia estagnada e um governo que não tem plano algum e já fracassou".

Assim como fez após as eleições, Aécio voltou a condicionar a oferta de "diálogo" feita por Dilma a uma investigação "séria" sobre o escândalo de corrupção dentro da Petrobras.

"Agora os que foram intolerantes durante 12 anos falam de diálogo, mas todo diálogo estará condicionado a um aprofundamento e punição exemplar dos que protagonizaram o maior escândalo de corrupção da história deste país", declarou.

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