Brasil

Aécio diz que opinião pública é quem vai definir impeachment

Aécio: "Quem vai conduzir essa comissão não serão os líderes partidários, mas a opinião publica e o sentimento da sociedade brasileira"


	Aécio: "Quem vai conduzir essa comissão não serão os líderes partidários, mas a opinião publica e o sentimento da sociedade brasileira"
 (Antonio Cruz/ABr)

Aécio: "Quem vai conduzir essa comissão não serão os líderes partidários, mas a opinião publica e o sentimento da sociedade brasileira" (Antonio Cruz/ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de dezembro de 2015 às 08h53.

Brasília - Com um cenário ainda indefinido em relação a uma data para a conclusão do julgamento do processo de impeachment no Congresso contra a presidente Dilma Rousseff, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), considera que o ideal é que a discussão se arraste até o início do próximo ano.

O recesso Legislativo está previsto para se iniciar no próximo dia 22. Até o momento, não foi definido, porém, se a comissão, que cuidará do processo de impedimento contra a petista, atuará durante o período em que não haverá atividades no Congresso.

"Talvez o recesso seja um momento para os parlamentares se encontrarem com as suas bases, com aqueles que aqui representam, e colherem de forma mais direta um sentimento que é amplo na sociedade brasileira, de que a presidente vem perdendo as condições objetivas de governar o país", afirmou Aécio.

Ele se reuniu na noite de quarta-feira, 2, com lideranças da oposição após o anúncio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre a abertura do processo de impeachment.

"Ao contrario do que alguns governistas hoje acreditam, que o recesso possa esfriar um pouco o tema no Congresso, esse período pode possibilitar que o tema esquente muito, no momento do retorno dos parlamentares, em que eles poderão expressar o sentimento do restaurante da esquina da casa dele, do jornaleiro, da família", emendou Aécio.

Nos cálculos do tucano, que disputou a última eleição presidencial, a situação do governo deverá se agravar nos próximos meses quando há uma sinalização de piora no quadro econômico e principalmente na questão do emprego.

Questionado sobre a escolha dos nomes que o partido indicará para compor a comissão do impeachment, o senador afirmou que serão escalados os nomes mais qualificados.

"O PSDB da Câmara colocará alguns dos seu nomes mais qualificados para que o debate se dê em alto nível e caberá à comissão, a partir dos nomes indicados, definir o relator e presidente. Mas quem vai conduzir essa comissão não serão os líderes partidários, mas a opinião publica e o sentimento da sociedade brasileira", afirmou.

Acompanhe tudo sobre:Dilma RousseffPersonalidadesPolíticosPolíticos brasileirosPT – Partido dos TrabalhadoresPolítica no BrasilImpeachmentaecio-neves

Mais de Brasil

Governo lança processo seletivo para contratar 489 profissionais temporários

Paes anuncia Jane Reis como vice na chapa pela disputa do governo do Rio

Dino proíbe que penduricalhos do funcionalismo sejam pagos, mesmo com valores retroativos

Futura: Leite lidera disputa pelo Senado no RS; 4 nomes empatam pela 2ª vaga