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EUA e China lideram compras de carne do Brasil no primeiro semestre de 2026

Embarques cresceram 15,5% entre janeiro e junho de 2026, enquanto receita avançou 36,2%; junho registrou o melhor resultado mensal da série histórica

Carne bovina: China lidera compradores das exportações brasileiras (Alex Ribeiro)

Carne bovina: China lidera compradores das exportações brasileiras (Alex Ribeiro)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 7 de julho de 2026 às 16h18.

Última atualização em 7 de julho de 2026 às 16h20.

As exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,7 milhão de toneladas no primeiro semestre de 2026, alta de 15,5% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita somou US$ 9,85 bilhões, crescimento de 36,2% na comparação anual, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Com média de aproximadamente 284 mil toneladas exportadas por mês, o período registrou o melhor primeiro semestre da série histórica tanto em volume quanto em valor.

A China permaneceu como o principal destino da carne bovina brasileira no período. O país asiático importou 795 mil toneladas, movimentando US$ 4,87 bilhões, o que representa alta de 24% em volume e de 49,4% em receita na comparação com o 1º semestre de 2025.

Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com 205 mil toneladas e US$ 1,35 bilhão em compras, crescimento de 13% em volume e de 29,8% em valor.

Na sequência aparecem o Chile, com 70,7 mil toneladas e US$ 420,2 milhões, a Rússia, com 62,2 mil toneladas e US$ 284,1 milhões, e a União Europeia, que importou 51,2 mil toneladas, gerando US$ 452,3 milhões em receita.

Entre esses mercados, a Rússia registrou o maior avanço em volume, de 53,8%, enquanto a União Europeia apresentou crescimento de 53,5% no valor das compras.

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