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Como a Visa fez os torcedores da Copa do Mundo gastarem 192% a mais que em 2014

Além de pagamento por aproximação direto do smartphone e 5.300 maquininhas dentro dos estádios, a bandeira de cartões também testou novos recursos para a compras com biometria facial e tokenização de clientes

Copa do Mundo no Catar: a bandeira de cartões Visa é uma das patrocinadoras oficiais do evento (FABRICE COFFRINI/Getty Images)

Copa do Mundo no Catar: a bandeira de cartões Visa é uma das patrocinadoras oficiais do evento (FABRICE COFFRINI/Getty Images)

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André Lopes, de Doha (Catar)

Publicado em 10 de dezembro de 2022, 09h00.

Última atualização em 13 de dezembro de 2022, 09h34.

Pode-se dizer que a Visa, uma corriqueira patrocinadora da Copa do Mundo, tem usado o torneio de futebol como um laboratório de tecnologias.

Depois de criar cartões pré-pagos personalizados na Copa do Brasil, em 2014, pulseiras e anéis para pagamento na Rússia, em 2018, a empresa levou para Doha, na Copa do Catar, o pagamento feito por biometria facial.

E, que apesar de funcionar apenas uma ativação da marca, em ambiente controlado no qual a EXAME visitou a convite da empresa, a iniciativa reafirma a aposta de 10 bilhões de dólares da Visa em tecnologias que transformem a rede de tokens digitais no principal sistema de identidades dos usuários da bandeira.

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Quando operante em todos os níveis, a tokenização das transações deve facilitar e tornar ainda mais seguro os pagamentos operados entre a bandeira de cartão, bancos e comércios, independente da forma escolhida pelo cliente.

Com força-tarefa ao entorno do patrocínio da Copa, além do teste com biometria, a Visa também ajudou comerciantes e pequenas empresas do Catar a digitalizarem os pagamentos com o “tap to phone”, que permite que os próprios celulares dos empreendedores virem um terminal seguro de pagamento.

O novo recurso, além da comodidade na relação entre vendedores e turistas, garantiu o aumento do valor gasto na Copa, uma vez que retirou os entraves do dinheiro de papel e o câmbio feito na hora ou de cabeça. É o que indica o levantamento prévio do consumo na Copa do Catar, que registrou um crescimento de 194% em relação ao registrado na Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Copa do Mundo no Catar: a bandeira de cartões Visa é uma das patrocinadoras oficiais do evento (Christopher Pike/Getty Images)

Ao todo, 94% das compras em Doha foram feitas sem dinheiro e 88% foram feitas por meio dos 5.300 terminais de pagamento sem contato da Visa dentro dos estádios da Copa do Mundo.

O valor médio das transações durante a fase de grupos deste ano foi de US$ 23, apesar da proibição do Catar de vender cerveja nos locais da Copa do Mundo. Para todas as partidas até 2 de dezembro, as três principais categorias de gastos foram: mercadorias (47%), alimentos e bebidas (36%) e ingressos da FIFA (11%).

Em entrevista à EXAME, Nuno Lopes Alves, presidente da Visa no Brasil, disse que a Copa funciona como uma vitrine para apresentar projetos que são gestados pela a Visa ao longo dos anos. ''A cada Copa acrescentamos um novo nível na dinâmica dos pagamentos feitos durante o torneio, mas com a intenção de demonstrar ao cliente de que aquela tecnologia, se já não estiver disponível onde ele vive, muito em breve estará''.

E um exemplo vindo do Brasil serve para ilustrar a afirmação de Alves. No caso do “Tap to Phone”, de janeiro de 2022 até setembro, a adoção da tecnologia teve um crescimento médio mensal em torno de 46% no número de estabelecimentos credenciados pelos parceiros Stone, Sicredi, Cloudwalk e Mercado Pago.

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