Tecnologia torna publicidade mais efetiva, diz Erica Smith

São Paulo – A tecnologia não só ajuda como pode reinventar a publicidade. A afirmação, polêmica para alguns especialistas, é de Erica Smith, vice-presidente do grupo...

São Paulo – A tecnologia não só ajuda como pode reinventar a publicidade. A afirmação, polêmica para alguns especialistas, é de Erica Smith, vice-presidente do grupo Aegis Media e uma das estrelas da 4ª edição do INFOTrends.

Há uma forte razão para destacar a tecnologia no mundo publicitário, diz Erica. A publicidade, hoje, além de eletrônica, é interativa. Outro fator: atualmente, cerca de 50% da compra de mídia digital é feita por meio de ferramentas que oferecem dados quase “íntimos” do cliente que está do outro lado da tela.

Erica demonstrou que a tecnologia traça o perfil dos consumidores de uma forma diferente. Cada vez que o internauta visita um site, é possível identificar seu comportamento, seus gostos e preferências, e coletar informações para traçar um perfil. Tudo isso sem identificar informações privadas, como sobrenome e endereço.

“Precisamos alcançar a audiência desejada onde quer que ela esteja”. Para isso, é preciso coletar informações do usuário e entregar anúncio de acordo com o seu comportamento na internet.

Para conseguir reunir essas informações, muitas empresas, como Yahoo e Facebook, têm usado o Ad exchanges. Essa ferramenta permite a construção de um inventário de suas audiências. “Com ela, as empresas são mais precisas e exatas, pois conseguem informações individuais ao invés de dados de massa”, afirma.

Apesar do avanço da internet, Erica acredita que a TV não vai morrer tão cedo. “Elas terão que criar um novo modelo, obviamente. O comercial de TV irá se mover, como no filme ´Minority report´, para ser customizado ao usuário que está na sala. É excitante e um pouco assustador, mas esse é o futuro”, diz Erica.

Esse cenário é diferente do que está acontecendo com o intermediador da venda de mídia, das agências de publicidade, que está sumindo do mercado porque os anunciantes têm uma quantidade de dados muito poderosa, segundo Erica. “Esses dados estavam sendo usados por terceiros até os anunciantes perceberem que não é preciso compartilhá-los”, afirma.

No futuro, irá surgir um novo profissional. Ele deve ter um “know how” pra trabalhar com dados em tempo real. Essa pessoa deve ter vontade de checar dados, fazer análises e ter um background econômico para saber ponderar dados.

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