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Siri, da Apple, enfim entra na era da IA — com ajuda do Google

Nova Siri combina IA da Apple com Gemini, do Google, para entender contexto pessoal e executar tarefas em aplicativos

Siri: assistente da Apple ganha maior atualização desde 2011 (Jakub Porzycki/Getty Images)

Siri: assistente da Apple ganha maior atualização desde 2011 (Jakub Porzycki/Getty Images)

Publicado em 8 de junho de 2026 às 14h37.

Última atualização em 8 de junho de 2026 às 14h41.

A Apple anunciou nesta segunda-feira, 8, a tão aguardada atualização de inteligência artificial (IA) para a Siri. A empresa confirmou que seus modelos proprietários de IA foram integrados ao Gemini, do Google, criando o que chamou de "próxima geração dos modelos fundacionais da Apple".

A nova assistente virtual com IA já era uma promessa da Apple, feita em 2024, e também uma das maiores expectativas de Wall Street.

Segundo a empresa, a nova Siri foi desenvolvida para ser mais conversacional e útil no dia a dia.

A reformulação representa a maior atualização da Siri desde seu lançamento, em 2011, e coloca a assistente no centro da estratégia de inteligência artificial da Apple em um momento de forte concorrência com empresas como Google, OpenAI, Microsoft e Anthropic.

"Uma IA verdadeiramente útil deve ser centrada em você e nas suas necessidades, ancorando-a no seu contexto pessoal", disse Craig Federighi, chefe de software da Apple, durante o evento.

Como funciona a nova Siri com IA

A principal mudança da Siri está na forma como ela compreende informações e executa tarefas. A assistente agora consegue entender o conteúdo exibido na tela do iPhone, iPad ou Mac, interpretar o contexto da solicitação do usuário e agir diretamente em diferentes aplicativos.

Durante a apresentação, a Apple mostrou exemplos em que a Siri identifica informações abertas na tela, cria lembretes automaticamente, localiza arquivos compartilhados em conversas anteriores e busca dados adicionais na internet para complementar respostas.

A assistente também passa a ter acesso a um volume maior de conhecimento geral por meio da integração entre os modelos de IA da Apple e o Gemini, do Google.

Com isso, a Siri consegue consultar informações na web e apresentar respostas contextualizadas sem exigir que o usuário abra um navegador.

Outra novidade é uma experiência de voz reformulada. Segundo a Apple, a Siri ganhou uma comunicação mais natural e expressiva, com respostas menos robóticas e maior fluidez durante as conversas. Os usuários poderão personalizar o comportamento da voz por meio de diferentes opções e níveis de expressividade.

A empresa afirma que a combinação de consciência de tela, contexto pessoal, conhecimento da web e integração com aplicativos transforma a Siri em uma assistente capaz de compreender intenções mais complexas e executar ações em múltiplas etapas a partir de comandos em linguagem natural.

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