RSF critica conivência de redes sociais com regimes autoritários

Segundo a Repórteres Sem Fronteira, redes como Facebook e Twitter desativaram contas de jornalistas como cooperação com regimes como da China

Paris - A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) reprovou nesta sexta-feira a desativação de várias contas de jornalistas em redes sociais como Facebook e Twitter pela cooperação destas redes sociais com regimes autoritários como os de China, Turquia e Tailândia.

Em um relatório divulgado hoje, pela ocasião do Dia Mundial Contra a Cibercensura, a RSF também condenou "o vazio jurídico" que permite a companhias especializadas em cibersegurança fornecer material a regimes autoritários, que exercem "vigilância online" e "censura".

Tais práticas - afirma a organização de defesa dos profissionais da imprensa - também ocorrem em países como França, Reino Unido, Estados Unidos, Austrália e México.

A RSF denunciou que o Twitter estreou uma ferramenta na Turquia para censurar "pelo menos 20 de contas de jornalistas", depois do fracassado golpe de Estado de 15 de julho de 2016 contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

"O Facebook, por sua vez, gera preocupação por sua colaboração ativa com determinados Estados, pela supressão de conteúdos jornalísticos e por sua política opaca de 'moderação' de conteúdos", prosseguiu a organização com sede em Paris.

Como exemplo, citou o perfil da página "ARA News" - um portal de informações sobre Síria, Iraque, Turquia e Oriente Médio em geral -, que foi bloqueada por vários dias no final de dezembro de 2016 sem "nenhuma explicação".

Para combater a censura, a RSF apresentou um dispositivo pelo qual as páginas desativadas podem reaparecer e ficarem visíveis, e cinco delas puderam voltar ao ar.

Trata-se da denominada técnica do "espelho", que publica na rede uma cópia do site bloqueado e a associa a provedores informáticos, como Fastly, Amazon, Microsoft e Google.

Deste modo, é "impossível" para as autoridades derrubar estas páginas "espelho", porque teriam que cortar a conexão destes gigantes da internet, contou a organização.

A RSF reivindicou "mais transparência" na relação das empresas de internet com os governos, a quem pediu que não se excedam em sua vigilância nas telecomunicações.

Também exigiu que a União Europeia e a ONU atuem como fiadores do acesso livre à internet e da defesa dos direitos humanos.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.