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Relatório deve mostrar o ritmo da crise de componentes eletrônicos nos EUA

Os últimos indicadores da atividade industrial americana apontavam para uma longa continuidade dos gargalos na cadeia de suprimentos em meio à vacinação acelerada e benesses governamentais

Processador de computador instalado em uma placa mãe (Sefa Ozel/Getty Images)

Processador de computador instalado em uma placa mãe (Sefa Ozel/Getty Images)

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André Lopes

1 de junho de 2021, 06h00

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A nova edição do levantamento realizado pelo Institute for Supply Management (ISM), que mede a atividade industrial americana e que será publicado durante esta terça-feira, 1, deve atualizar com mais detalhes o andamento da produção de matérias-primas básicas e complexas, além dos prazos e logísticas de transporte de produtos industriais nos Estados Unidos. Sobretudo, o ritmo da manufatura deficitária de componentes eletrônicos que afetou desde fabricantes de computadores até montadoras de veículos no mundo todo.

Com a guerra comercial contra o mercado chinês, promovida pela ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, muitas empresas que fornecem chips reduziram a produção antes da covid-19 com temor de excesso de estoque. Como a história conta, foi uma aposta errada. Os dados do ISM de maio mostram que o pacote de estímulos da Biden e a acelerada vacinação contribuíram para um novo boom da demanda. O que resta saber é: até quando?

A expectativa é de que, na medida em que os 50 bilhões de dólares que serão injetados na economia comecem a rodar, os desarranjos entre a demanda e oferta se equilibrem até o final do ano. Ainda assim, a maioria dos economistas indica que os EUA devem crescer cerca de 7%, o que seria o crescimento mais rápido desde 1984. A economia americana contraiu 3,5% em 2020, o pior resultado dos últimos 74 anos.