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Procon: consumidor ainda teme pagar conta por celular

O estudo foi feito para verificar a receptividade dos consumidores ao mobile payment, que permite o uso do celular no lugar do cartão de crédito ou de débito

75% dos entrevistados responderam que não achariam seguro utilizar o aparelho para pagar contas.

75% dos entrevistados responderam que não achariam seguro utilizar o aparelho para pagar contas.

DR

Da Redação

Publicado em 15 de fevereiro de 2013 às 17h13.

São Paulo - O consumidor ainda não sente segurança na hora de pagar as contas por meio do telefone celular. É isso o que revela pesquisa divulgada hoje pela Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP). De acordo com o levantamento, 75,56% dos entrevistados pessoalmente responderam que não achariam seguro utilizar o aparelho celular para pagar contas, enquanto entre os internautas o porcentual atingiu 66,22% dos pesquisados.

O estudo do Procon-SP foi feito para verificar a receptividade dos consumidores à essa nova forma de quitação de faturas, chamada de "mobile payment" (pagamento móvel), que permite o uso do celular no lugar do cartão de crédito ou de débito. O recurso já está disponível em algumas capitais brasileiras.

Segundo o Procon-SP, embora inovador, o sistema não está imune a problemas, já que consiste em transmissão de informações pessoais e senhas em um ambiente portátil. De acordo com a entidade, isso é um fator que gera insegurança no consumidor. Outro ponto de insegurança revelado no estudo é que os sistemas adotados não garantem a proteção dos dados nem a eficiência na transmissão.

Para sanar esses defeitos, o consumidor teria de buscar planos mais caros e aparelhos melhores. A entidade ainda questiona quais serão as estratégias adotadas pelas operadoras para assegurar um ambiente virtual mais seguro para o consumidor.

As entrevistas pessoais foram realizadas entre os dias 12 e 16 de abril, com a aplicação de 245 questionários com 13 questões fechadas. A enquete, que abordava apenas a segurança no sistema de pagamento de contas via celular, foi direcionada a todos os internautas que visitaram o site da Fundação Procon-SP entre os dias 12 e 19 de abril, em um total de 3.840 acessos. Para esse grupo, não houve segmentação por sexo, faixa etária, escolaridade ou classe social.

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