Pagamentos pelo WhatsApp: como eles vão funcionar?

Anunciado no ano passado, serviço tinha taxas para empresas e limitações de quantia para usuários. Veja os detalhes.

Aprovado pela Banco Central na terça-feira, 30, o sistema de pagamentos via WhatsApp pode ser diferencial para pequenos negócios. Durante a pandemia, muitos deles transformaram o aplicativo em cardápios, atendimento a clientes e central de vendas, utilizando as ferramentas já disponíveis para negócios. O sistema de pagamentos vem para solidificar essa relação.

São 160 milhões de brasileiros utilizando o aplicativo e 5 milhões de contas no serviço corporativo WhatsApp Business. Segundo uma pesquisa da consultoria Accenture, feita no ano passado, 83% dos brasileiros já utilizam o WhatsApp para fazer compras — e 37% deles consomem produtos de grandes empresas. Nos negócios de pequeno porte, a prevalência é ainda maior: 64%.

Mas como vai funcionar o serviço? Quando foi anunciado, em junho do ano passado, o Pagamentos pelo WhatsApp era um serviço novo, que havia passado por um breve piloto na Índia e que seria colocado para testes efetivos no Brasil.

Há poucas informações, ainda, sobre o funcionamento do produto, e a maioria foi disponibilizada no ano passado.

Questionado pela EXAME, a empresa afirmou em nota que o serviço será primeiro lançado para transações entre pessoas físicas, com funções para pessoas jurídicas em um segundo momento.

De acordo com o WhatsApp, a empresa está trabalhando nos ajustes finais necessários e irá disponibilizar o serviço assim que possível. Uma data não foi divulgada.

Com a liberação, veja o que se sabe sobre o pagamento via WhatsApp, de acordo com informações divulgadas no ano passado:

Como funciona a criação de conta para pagar pelo WhatsApp?

A função para pagamento aparecerá numa conversa no mesmo menu em que hoje podemos compartilhar um arquivo ou uma imagem. Quando clicar, o usuário será direcionado para uma tela de criação de conta.

Lá será necessário aceitar os termos de uso da modalidade de pagamentos e criar uma senha numérica, de 6 dígitos, que é diferente da senha usada para autenticar o WhatsApp em dois fatores. Essa senha será necessária todas as vezes que o usuário fizer transações dentro do aplicativo.

Depois, será necessário dar o nome, CPF e um cartão de débito, combo ou pré-pago emitido pelos bancos parceiros. O banco em questão irá verificar o cartão junto ao usuário, enviando um código via SMS, e-mail ou aplicativo do próprio banco.

Pagamentos no WhatsApp Pagamentos no WhatsApp: serviço será gratuito para pessoas físicas, mas há taxa para empreendedores

Pagamentos no WhatsApp: serviço será gratuito para pessoas físicas, mas há taxa para empreendedores (WhatsApp/Divulgação)

Precisa ter conta em banco?

Sim. Quando foi anunciado era requerimento que os usuários tivessem um cartão de débito, ou de débito e crédito, Visa ou Mastercard, emitido por um dos bancos parceiros, Nubank, Sicredi e Banco do Brasil.

Para ter uma conta comercial e receber pagamentos em um CNPJ pelo aplicativo é necessário criar uma conta Cielo, que permite oferecer reembolsos, solicitar e receber pagamentos ilimitados e ter acesso ao suporte técnico.

O WhatsApp afirmou que pretende lançar o serviço com mais parceiros e expandir a cobertura no Brasil e que se pretende uma plataforma aberta à participação de empresas que cumpram os requisitos.

Existem limites para as transações?

Inicialmente, sim. Segundo anunciado no ano passado, a transação limite será de 1.000 reais por transação e 5.000 reais por mês, com até 20 transações por dia. Em contas comerciais não há limites para pagar ou receber. O WhatsApp afirma que mais detalhes serão dados no lançamento do produto.

Quem intermedia os pagamentos e quais os custos?

A transação é feita pela Cielo, que fechou parceria com o WhatsApp para prestar o serviço. Não há cobrança de taxas dos usuários pessoa física. Para pessoas jurídicas, com a conta Cielo, existe uma taxa fixa de 3,99% por transação.

Haverá integração com o Pix no WhatsApp?

Segundo o WhatsApp afirmou nesta segunda-feira à EXAME, o aplicativo pretende trabalhar com o Banco Central para integrar o Pix à plataforma, pois acredita que o sistema é ajudará usuários a enviar e receber recursos.

 

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.