Um experimento realizado por pesquisadores de diversas universidades dos Estados Unidos foi capaz de separar células cancerígenas do sangue de um humano utilizando ondas sonoras.
As células cancerígenas circulares (CTCs, na sigla em inglês) são células do tumor primário que circulam na corrente sanguínea.
Elas também podem ajudar no crescimento de tumores adicionais em outros órgãos, a chamada metástase. Um entendimento mais amplo das CTCs poderia levar a uma melhor compreensão desse processo.
Anteriormente, tecnologias de separações baseadas em som não conseguiram separar as CTCs de amostras clínicas devido à taxa insuficiente de transferência e à instabilidade operacional no longo prazo.
O novo método separa CTCs de amostras de sangue periférico de pacientes com câncer com um alto nível de rendimento. Esse método se baseia nas chamadas "ondas sonoras em pé na superfície com ângulo inclinado" (em tradução livre).
Essas ondas estacionárias contêm pontos que "ficam parados", chamados de nós, em torno dos quais a onda oscila.
Um canal microfluídico é cercado por transdutores interdigitados, que convertem a energia em ondas sonoras. Uma série de nós e antinós de pressão é estabelecida no canal microfluídico a um ângulo que é inclinado em relação à direção do fluxo de fluido.
Quando as células escoam pelo canal, passam por várias regiões de nós e antinós de pressão emparelhados. Em cada uma destas regiões, a célula sofre uma força diferente causada pela radiação acústica, levando a caminhos de trajetória ligeiramente diferentes.
Na medida em que as células passam mais e mais por estes recursos, elas amplificam as diferenças no ângulo de trajetória, o que resulta em diferenças de percurso celular que são várias ordens de magnitude maior do que o comprimento da onda acústica.
Sem este processo de amplificação, os sistemas anteriores tiveram distâncias de separação limitadas a um quarto do comprimento da onda sonora.
A equipe de pesquisadores investigou o efeito de alguns parâmetros-chave no sucesso deste processo usando uma simulação. Eles foram capazes de otimizar a taxa de fluxo, potência de entrada, ângulo de inclinação e comprimento no qual a onda acústica é aplicada pelos transdutores.
E também descobriram que o uso de configurações predeterminadas com alta potência de entrada pode resultar na recuperação de 83% das células cancerígenas (de uma variedade delas).
A técnica de separações com base no som pode ajudar a isolar CTCs o suficiente para ajudar a informar o diagnóstico e tratamento do câncer, mas muitos outros estudos devem ser realizados avaliando suas limitações antes que os pesquisadores possam implementá-la.
O estudo completo pode ser visto aqui.
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1. As mais perigosas
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1/22 (Getty Images/Carsten Koall)
São Paulo - Apesar de
câncer - em suas variadas formas - aparecer nada menos que oito vezes na lista das vinte doenças que mais matam no
Brasil, tumores malignos não estão entre as cinco mais. No topo da lista aparecem as doenças cerebrovasculares, como o derrame. Os dados são do
Ministério da Saúde. EXAME.com teve acesso às últimas informações disponíveis - ainda preliminares - de 2010, e comparou com os dados já consolidados de 2000. Neste cenário, nenhuma causa de morte cresceu tanto quanto das doenças hipertensivas, cujas ocorrências quase dobraram no período. "Outras doenças isquêmicas do coração" e "outras doenças do pulmão", apontadas pelo Ministério, foram desconsideradas por serem inespecíficas. Clique nas fotos e confira as doenças que mais matam no Brasil (e como elas afetavam a saúde do brasileiro dez anos antes).
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2. 1. Doenças cerebrovasculares
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2/22 (Wikimedia Commons)
Mortes em 2010: 99.732 Mortes em 2000: 84.713 Variação: 17% O principal exemplo de doença cerebrovascular é o derrame, que pode ser causado por uma interrupção de fluxo sanguíneo ou um sangramento local no cérebro.
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3. 2. Infarto agudo do miocárdio
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3/22 (Wikimedia Commons)
Mortes em 2010: 79.668 Mortes em 2000: 59.297 Variação: 34% Um infarto, também conhecido como parada ou ataque cardíaco, acontece quando há necrose (morte do tecido) de parte do músculo do coração.
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4. 3. Pneumonia
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4/22 (Divulgação/Brasil.gov.br/Divulgação)
Mortes em 2010: 55.055 Mortes em 2000: 29.348 Variação: 87% A pneumonia é uma doença inflamatória do pulmão que traz sintomas como tosse, febre, dor no tórax e dificuldade para respirar. Pode ser adquirida por respiração, bactérias ou, em casos raros, via circulação sanguínea.
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5. 4. Diabetes mellitus
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5/22 (John Moore/Getty Images)
Mortes em 2010: 54.877 Mortes em 2000: 35.284 Variação: 55% Uma deficiência do organismo dificulta a produção de insulina por quem sofre de diabetes. Por isso, a pessoa sofre severa perda de peso, aumento do volume de urina e sede em excesso, por exemplo.
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6. 5. Doenças hipertensivas
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6/22 (Divulgação)
Mortes em 2010: 45.054 Mortes em 2000: 23.721 Variação: 89% Doençãs hipertensivas são doenças ligadas à pressão arterial, com a famosa "pressão alta" sendo a mais comum. Pode causar AVCs, aneurismas e enfartes.
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7. 6. Bronquite, enfisema, asma
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7/22 (Divulgação)
Mortes em 2010: 40.608 Mortes em 2000: 33.713 Variação: 20% O grupo de doenças respiratórias é conhecido mundo afora. Com características específicas distintas, as doenças dificultam a respiração e podem ser causadas (ou pioradas) por fumo e poluição.
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8. 7. Insuficiência cardíaca
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8/22 (Divulgação)
Mortes em 2010: 27.544 Mortes em 2000: 28.195 Variação: - 6% Quando, por diferentes motivos, o coração está incapacitado de bombear o sangue da maneira devida, há um quadro de insuficiência cardíaca. O quadro normalmente é causado por outras doenças, que sobrecarregam o coração, como por exemplo o hipertireoidismo.
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9. 8. Câncer de pulmão
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9/22 (Stock Xchng)
Mortes em 2010: 21.779 Mortes em 2000: 14.655 Variação: 48% Estudos indicam que a maior parte das pessoas que desenvolvem a doença são fumantes. Dentre a minoria não-fumante, as principais causas são genéticas ou ambientais (poluição e até tabagismo passivo).
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10. 9. Cirrose e doenças crônicas fígado
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10/22 (Philippe Huguen/AFP)
Mortes em 2010: 19.345 Mortes em 2000: 15.495 Variação: 24% A doença crônica do fígado mais comum é a cirrose hepática, processo que altera as funções das células do fígado, trazendo sintomas como desnutrição e até acúmulo de substãncias tóxicas no corpo. A causa mais associada à doença é o alcoolismo, mas outras doenças (especialmente hepatite B e C) podem levar à cirrose.
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11. 10. Câncer de estômago
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11/22 (US National Cancer Institute)
Mortes em 2010: 13.402 Mortes em 2000: 10.956 Variação: 22% A doença é mais comum a partir dos 50 aos e em homens. Há alguns fatores de risco que podem aumentar as chances de se desenvolver câncer, tais como gastrites permanentes, úlceras, tabagismo, histórico familiar e dieta rica em nitratos, sal e gorduras.
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12. 11. Miocardiopatias
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12/22 (Reprodução)
Mortes em 2010: 13.402 Mortes em 2000: 13.528 Variação: - 1% A doença indica uma deterioração do músculo do miocárdio (músculo do coração). A doença pode ter diferentes origens e o tratamento geralmente consiste em medicamentos e implantes de marca-passos. Não raro os pacientes necessitam de transplante de coração.
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13. 12. Septicemia
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13/22 (Fernando Vivas/EXAME.com)
Mortes em 2010: 12.983 Mortes em 2000: 10.504 Variação: 23% Septicemia é uma infecção geral grave do organismo. A doença é tratada com antibióticos, mas pode causar danos especialmente em pacientes com a saúde já debilitada.
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14. 13. Câncer de mama
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14/22 (//Divulgação)
Mortes em 2010: 12.853 Mortes em 2000: 8.393 Variação: 53% Câncer mais comum em mulheres, o tumor de mama pode ser diagnosticado ainda em seus estágios iniciais através da mamografia.
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15. 14. Câncer de próstata
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15/22 (Divulgação)
Mortes em 2010: 12.778 Mortes em 2000: 7.490 Variação: 70% O câncer de próstata é o mais comum em homens e também pode ser diagnosticado em seus estágios iniciais.
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16. 15. Aids
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16/22 (Reuters)
Mortes em 2010: 12.151 Mortes em 2000: 10.730 Variação: 13% Doença do sistema imunológico humano causada pelo vírus HIV. A Aids diminui as defesas do corpo e deixa os pacientes mais suscetíveis à infecções oportunistas e tumores.
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17. 16. Insuficiência renal
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17/22 (Divulgação)
Mortes em 2010: 11.552 Mortes em 2000: 8.009 Variação: 44% A falência do rim, órgão responsável por filtrar o sangue, impede a produção de hormônios para reabsorver as substâncias necessárias ao corpo. O paciente pode chegar a precisar de diálises frequentes ou até de um transplante.
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18. 17. Câncer de cólon
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18/22 (©AFP/Getty Images/File / Chris Hondros)
Mortes em 2010: 8.385 Mortes em 2000: 5.067 Variação: 65% O câncer colorretal é um dos mais frequentes e está usualmente associado ao sedentarismo, obesidade, tabagismo, histórico familiar e predisposição genética. Também são considerados fatores de risco as dietas ricas em carnes vermelhas e pobres em fibras.
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19. 18. Câncer de fígado
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19/22 (Sam Panthaky/AFP)
Mortes em 2010: 7.721 (não entrou na lista em 2000) O câncer no fígado é frequentemente causado pela metástase de um câncer em outra região do corpo e pode levar a quadros de insuficiência hepática.
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20. 19. Câncer de esôfago
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20/22 (AFP)
Mortes em 2010: 7.645 (não entrou na lista em 2000) Esse tipo de câncer geralmente leva à dificuldade em engolir e dor na região da garganta. Tumores pequenos são retirados com cirurgias, mas tumores maiores só podem ser tratados com radio ou quimioterapia. Fatores de risco incluem a associação de tabagismo e álcool.
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21. 20. Câncer de pâncreas
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21/22 (National Cancer Institute)
Mortes em 2010: 7.440 (não entrou na lista em 2000) Um dos tipos mais agressivos de câncer, costuma ter diagnóstico tardio. Depois de realizada a cirurgia, os pacientes têm expectativa de vida de alguns meses. O tabagismo é um dos maiores fatores de risco, mas ingestão de calorias de origem animal, obesidade e sedentarismo também são considerados fatores.
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22. Agora, veja onde o SUS funciona no Brasil
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22/22 (JAN JUR KORFF/Divulgacao/Philips)