Tecnologia

Novas tecnologias mudam a forma como nos divertimos

A confusão entre real e virtual deve aumentar com a disseminação de gadgets vestíveis

Novas tecnologias (istock)

Novas tecnologias (istock)

DR

Da Redação

Publicado em 11 de outubro de 2013 às 13h15.

 Novas TVs de alta resolução, como as telas 4K, gadgets vestíveis, como o Google Glass, e jogos com sensores de movimento, como o Kinect, já estão transformando a forma como as pessoas se divertem e ampliando radicalmente sua forma de interação com jogos, filmes, músicas e aplicações online.

De acordo com o professor doutor Seiji Isotani, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP), sediado em São Carlos, a experiência dos usuários interagindo com plataformas virtuais está ficando tão sofisticada a ponto de causar confusão em torno do que é realidade ou apenas simulação virtual.

“Em TVs de alta resolução, o realismo pode ser tão grande que a fotografia confunde o espectador, tornando difícil para uma pessoa comum dizer qual imagem é real ou qual foi criada virtualmente por um software. As duas coisas estão se mesclando de maneira muito forte”, afirma Isotani, referindo-se às imagens projetadas em telas 4K, que possuem quatro vezes mais pixels que uma TV Full HD.

A confusão entre real e virtual deve aumentar com a disseminação de gadgets vestíveis, como o Google Glass, acessório em forma de óculos que projeta imagens nos olhos do usuário, fazendo-o ver informações virtuais em meio ao cenário real que seus olhos enxergam. Assim, ao caminhar pelas ruas com um Glass no rosto, por exemplo, é possível ver mapas projetados sobre o caminho, orientando o usuário a seguir para o destino desejado.

Realismo em cinema e jogos – As novas tecnologias a serviço do entretenimento também expandem o leque de criação de conteúdo para oferecer experiências como, por exemplo, exercícios físicos. “Em consoles de games como o Xbox ou Wii, que usam sensores de movimento, já existem programas que criam situações em que o usuário é ‘perseguido’ por fantasmas e precisa correr ou, ainda, é orientado a reproduzir exercícios de ioga ou alongamento”, diz Isotani. Novos sensores aplicados aos videogames são capazes, ainda, de monitorar o batimento cardíaco dos usuários e fazê-los acelerar ou diminuir a intensidade dos movimentos conforme seu objetivo, que pode ser emagrecer ou apenas relaxar.

Ainda que o objetivo seja perder peso ou melhorar a postura, os desenvolvedores de games se esforçam para tornar a experiência divertida e social, algo que pode ser feito, por exemplo, registrando imagens do usuário com a câmera do sensor Kinect e oferecendo-a para compartilhamento em redes como Facebook ou Instagram.

Cruzamento de plataformas – Para Guilherme Loureiro, diretor de marketing da desenvolvedora brasileira de games Hoplon, a grande contribuição das novas tecnologias para sua indústria será, nos próximos anos, permitir a integração de plataformas. Ou seja, fazer com que os jogos possam ser disputados online em dispositivos móveis, videogames e computadores, independentemente do sistema operacional que esses equipamentos utilizem, o que é possível graças a soluções em nuvem. “Quando se aumenta o escopo de plataformas de um game, a capilaridade do jogo também aumenta e os custos caem”, afirma Loureiro. Com o apoio do poder da nuvem e o desenvolvimento de componentes eletrônicos mais poderosos e inteligentes, soluções criativas devem transformar de modo acelerado o jeito como nos divertimos usando a TV, o smartphone ou, até mesmo, os óculos que usamos em nosso rosto.

Acompanhe tudo sobre:DellEmpresasEmpresas americanasGadgetsIndústria eletroeletrônicaINFOSmartphonesTelevisãoTV

Mais de Tecnologia

Meta abre dados do Instagram para estudo do impacto na saúde mental de adolescentes

O que é o Prime Day? Nos EUA, ele deve movimentar US$ 14 bilhões

Elon Musk decide transferir sedes da SpaceX e X para o Texas

81% da Geração Z no Brasil deixa de usar apps por preocupações com privacidade, diz pesquisa

Mais na Exame