Nova privada funciona sem água, gera energia e fertilizante

LooWatt diminui o desperdício de água e a produção de lixo

São Paulo - A revolução do vaso sanitário é mais importante do que parece para quem tem saneamento básico no dia a dia. Até mesmo Bill Gates, cofundador da Microsoft, é um dos entusiastas dessa inovação, que tem potencial para democratizar o acesso a algo que parece ser tão básico e essencial para a vida humana. O LooWatt, desenvolvido por uma empresa inglesa de mesmo nome, tenta reinventar a privada e até mesmo modernizá-la. Trata-se de um vaso sanitário que pode ser lavado sem o uso d'água, e é capaz de transformar resíduos humanos em eletricidade e fertilizantes, de maneira limpa e segura.

O sistema, desenvolvido pela companhia, é uma alternativa sustentável para banheiros químicos ou fossas. Ao utilizar os resíduos para gerar energia elétrica, pode eliminar o desperdício e a poluição da economia global - ao mesmo tempo que restaura os sistemas naturais.

A inventora e fundadora da LooWatt, Virginia Gardiner, disse ao site Dezeen que uma solução inovadora para a questão sanitária, no século XXI, precisa ser higiênica e sem inodora. "Você precisa ter um sistema sem água para que não haja desperdício para eliminar resíduos humanos da vista e da mente", declarou Gardiner.

Como funciona

Após os resíduos e lixo do vaso sanitário serem recolhidos, eles são selados em um filme de polímero biodegradável, que forma uma câmara de segurança para conter doenças e odores.

Após esse processo, o lixo que foi selado é levado para um digestor anaeróbico especializado. Este, por sua vez, transforma os resíduos em biogás, fertilizantes e eletricidade.

Esse produto pode ser o futuro do saneamento básico?

De acordo com a Organização das Nações Unidas, até 2030 metade da população mundial estará vivendo em áreas de estresse hídrico - onde a procura por água será maior do que o local pode oferecer.

Por conta do cenário de mudanças climáticas, a situação da falta de saneamento básico no planeta deve piorar. E, com isso, a média mundial de duas milhões de mortes, anualmente, por doenças relacionadas tende a aumentar.

O modelo de vaso sanitário desenvolvido pela LooWatt pode ser instalado em um pedestal padrão, o que facilita para que as empresas o adotem. Além disso, um modelo menor está em fase de desenvolvimento para que seja mais prático instalá-lo.

Até o momento, cerca de 800 pessoas em todo o mundo utilizam o vaso sanitário LooWatt, que é financiado pela agência de inovação do Reino Unido, InnovateUK, e pela Fundação Bill & Melinda Gates, dos Estados Unidos.

"Banheiros sem esgoto são o futuro do saneamento urbano em muitas partes do mundo. É o futuro, mas também é o presente", disse Gardiner. O LooWatt está atualmente em exibição no museu Victoria e Albert, em Londres, como parte de sua mais recente exposição Food: Bigger than the Plate, que analisa o futuro dos alimentos.

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