Ciência

NASA descobre atividade vulcânica recente na Lua

Novas imagens sugerem que atividade vulcânica na Lua existiu há apenas 50 milhões de anos. Teoria anterior acreditava que ela havia cessado há um bilhão de anos


	Lua: novos depósitos de atividades vulcânicas mostram erupções recentes
 (NASA/GSFC/Arizona State University)

Lua: novos depósitos de atividades vulcânicas mostram erupções recentes (NASA/GSFC/Arizona State University)

Victor Caputo

Victor Caputo

Publicado em 13 de outubro de 2014 às 11h01.

São Paulo – Pesquisadores da NASA fizeram novas descobertas sobre atividades vulcânicas na Lua. Ao contrário do que se imaginava, o satélite teve vulcões ativos até um período muito mais recente da história.

Os cientistas encontraram sinais de atividade vulcânica entre 100 milhões e 50 milhões de anos atrás. A teoria anterior afirmava que os vulcões haviam aparecido na Lua há 3,5 bilhões de anos atrás e que haviam morrido há um bilhão de anos.

Esse novo período descoberto é contemporâneo ao apogeu dos dinossauros aqui na Terra.

As descobertas foram feitas graças a depósitos de sedimentos na superfície da Lua. De acordo com a NASA, eles são pequenos demais para serem vistos e analisados da Terra. As imagens para o estudo foram obtidas de duas câmeras de alta resolução que orbitam a Lua.

A existência de um número considerável de vulcões em um período mais recente do que se imaginava muda as teorias sobre o processo de formação da Lua. “Esse é o tipo de descoberta que irá literalmente fazer os geólogos reescreverem os livros sobre a Lua”, disse John Keller, um dos pesquisadores.

Os cientistas acreditavam que os vulcões que existiram entre 3,5 e um bilhão de anos eram apenas uma anomalia no nosso satélite. As novas informações sugerem que eles podem ter tido um papel muito mais importante na sua formação.

As informações mudam completamente o que se imagina sobre o interior da Lua. Para que os vulcões fossem ativos há apenas 50 milhões de anos, era preciso uma temperatura mais alta para manter as rochas derretidas sob a superfície.

Essa informação é muito importante para futuras expedições de exploração na Lua, afirma a NASA.

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