Tecnologia

MPF é contra bloqueio de contas do Twitter sobre blitz

Ação pede bloqueio de contas do Twitter que difundem informações sobre os locais, dia e horários de blitz policial

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de novembro de 2012 às 17h44.

São Paulo - O Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) manifestou-se contrário à ação da União que pede o bloqueio de contas do Twitter que difundem informações sobre os locais, dia e horários de blitz policial realizadas no Estado. O órgão pede ainda o indeferimento da petição inicial da Advocacia-Geral da União (AGU) ou a extinção do processo.

De acordo com o procurador regional dos direitos do cidadão Ailton Benedito, a petição inicial da demanda é inepta. "É absolutamente irracional, desde a pressuposição de convivência em sociedade aberta, constituída sobre os alicerces de liberdade, que se divise alguma possibilidade de se impedir o livre fluxo de informações pela internet".

Dessa forma, "tentativas com esse desiderato mostram-se, em regra, não somente inúteis como também contraproducentes. Sobretudo, se o Estado-governo pretender impor tais limitações de forma genérica e abstrata, a fim de inibir a prática de crimes. Nesses casos, as autoridades públicas jamais conseguem fechar todas as portas abertas aos criminosos, que, ordinariamente, sempre desenvolvem novas formas de comunicar e se organizar para suas práticas delituosas, escapando dos débeis limites estatais".

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas de internetEmpresas americanasRedes sociaisInternetTwitterTrânsitomobilidade-urbanaÁlcool combustível

Mais de Tecnologia

O 'bom problema' da Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo

Após repercussão no Gala, robôs movimentam o comércio cultural em Pequim

Sony anuncia fechamento de estúdio responsável por 'God of War' e 'Shadow of The Colossus'

LEGO aposta em peças inteligentes com som e conexão sem tela em nova coleção