Explosão do Challenger é considerada a maior tragédia da história do programa espacial americano (Mark Wilson/Getty Images)
Gabriela Ruic
Publicado em 15 de julho de 2012 às 15h26.
São Paulo – Morreu nos Estados Unidos o engenheiro mecânico Roger Boisjoly, 73 anos. Ele ficou famoso em meados da década de 80 por ter tentando, em vão, impedir o lançamento do Challenger. O ônibus espacial explodiu matando todos os tripulantes e a professora Christa McAulliffe, primeira civil a participar de um voo espacial.
A causa principal do acidente foi o rompimento dos anéis usados na vedação do tanque de combustível do ônibus espacial por conta da baixa temperatura registrada na época. Boisjoly sabia da fragilidade das peças e alertou, em inúmeras ocasiões, que elas não resistiriam ao lançamento.
Na véspera do triste episódio, ele e uma equipe de engenheiros espaciais passaram a noite em claro tentando convencer a NASA a cancelar o lançamento do que seria a décima missão do Challenger. Pouco mais de um minuto depois do lançamento, realizado no dia 28 de janeiro de 1986, o ônibus espacial explodiu e virou uma gigante bola de fogo, ao vivo e a cores, na frente de espectadores e famílias dos astronautas.
A tragédia se confirmou como a maior de toda a história do programa espacial americano e foi particularmente um fardo para Boisjoly. De acordo com o Los Angeles Times, o engenheiro tinha o costume de cortar lenha com um machado para aliviar raiva e a culpa que o acompanharam até o fim dos seus dias.
Nascido em 1938, em Lowell, Massachusetts, o engenheiro deixou os holofotes depois da tragédia e virou engenheiro forense e professor de ética para engenharia. Ele faleceu de câncer, em sua casa no interior do estado de Utah, na companhia da família.
Veja no vídeo abaixo, em inglês, o momento da explosão do ônibus espacial Challenger: