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Microsoft nega censura a ferramenta de busca em chinês

Empresa negou que censure as buscas em chinês ao redor do mundo sobre temas sensíveis para o governo comunista

Microsoft: grupo que fez a acusação reiterou a denúncia (Lionel Bonaventure/AFP)

Microsoft: grupo que fez a acusação reiterou a denúncia (Lionel Bonaventure/AFP)

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Da Redação

Publicado em 13 de fevereiro de 2014 às 09h32.

San Francisco - A empresa americana Microsoft negou que censure as buscas em chinês ao redor do mundo sobre temas sensíveis para o governo comunista, mas o grupo que fez a acusação reiterou a denúncia.

"Podemos confirmar enfaticamente que não são censuradas", escreveu em um blog o diretor do Bing, a ferramenta de buscas da Microsoft, Stefan Weitz.

"As buscas no Bing fora da China não são modificadas de nenhuma maneira com base na lei chinesa", completou.

A empresa afirmou que a impressão de que a censura é aplicada pode ser provocada por um aviso de notificação que um texto foi removido, mostrado acidentalmente quando as pessoas usam uma versão para a China do Bing fora deste país.

A mensagem era mostrada por retiradas que não obedecem a uma razão política e que não têm nada a ver com a censura chinesa, segundo a Microsoft.

Mas o site especializado Greatfire.org, que fez a denúncia de censura, rejeitou a explicação da Microsoft em um texto com o título "Não há erro: Microsoft leva a censura chinesa a uma escala global".

A afirmação da Microsoft de que não está alterando os resultados das buscas fora da China "simplesmente não é correta", afirma o Greatfire em uma resposta detalhada.

O Greatfire cita um teste que teria sido feito pelo jornal britânico The Guardian. A publicação teria feito uma busca no Bing sobre um funcionário chinês acusado de corrupção, mas não apareceram notícias da imprensa ocidental a respeito na primeira página dos resultados.

Uma busca em chinês no Google sobre o mesmo nome mostrou muitas notícias a respeito, assim como uma busca no Bing, mas em inglês, segundo o Greatfire.

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