Estamos de cara nova! E continuamos com o conteúdo de qualidade.
Nova Exame

Microsoft contrata escritório para investigar denúncias de assédio sexual

Denúncias de humilhação e discriminação de gênero entre funcionários também serão apuradas, incluindo caso envolvendo ex-fundador Bill Gates

Após reclamações de irregularidades na empresa que envolvem até Bill Gates, o conselho de administração da Microsoft está contratando um escritório de advocacia para revisar as políticas da empresa sobre assédio sexual e discriminação.

A revisão será conduzida pelo escritório de advocacia Arent Fox, que irá desenvolver um relatório de transparência “avaliando a eficácia das políticas de assédio sexual e discriminação de gênero no local de trabalho da empresa, treinamento e políticas relacionadas”.

Além de rever as políticas, a Arent Fox também afirma que irá avaliar quais medidas foram tomadas para responsabilizar funcionários, incluindo executivos. Não há uma previsão de quando as apurações devem sair.

Alegações contra a Microsoft

“O relatório resumirá os resultados de quaisquer investigações de assédio sexual contra membros do Conselho de Administração e a Equipe de Liderança Sênior da empresa, incluindo as alegações que um comitê do Conselho investigou a partir de 2019 envolvendo Bill Gates”, afirmou a Microsoft em nota.

Escândalos envolvendo discriminação e assédio não são novidade na empresa de Bill Gates. Em 2015, ela foi processada pela ex-funcionária Katie Moussouris, que alegou a existência de uma cultura de discriminação de gênero dentro da companhia. Porém, ela desistiu do caso em 2020.

A Arent Fox irá, por exemplo, apurar sobre uma cadeia de e-mail interna da empresa que circulou em 2019. Nas mensagens, funcionários reclamaram da Microsoft não ter tomado ação em muitos casos de humilhação, comentários sexistas e assédio sexual.

Contra Gates, algumas histórias sobre sua conduta dentro da Microsoft vem circulando desde seu divórcio com Melinda. Segundo reportagens do New York Times e Wall Street Journal, o CEO teria, em 2007, convidado uma funcionária para um encontro via e-mail (Gates era casado na época). Outros executivos da empresa o teriam orientado para não fazer isso.

Em 2019, o conselho da Microsoft recebeu a carta de uma engenheira alegando ter tido um relacionamento sexual com o CEO em 2000. Um porta-voz de Gates afirmou que o caso "acabou amigavelmente" e, de acordo com informações do GeekWire, essa situação não deve ser investigada pelo escritório de advocacia.

“Estamos comprometidos não apenas em revisar o relatório, mas em aprender com a avaliação para que possamos continuar a melhorar as experiências de nossos funcionários”, disse o CEO da Microsoft, Satya Nadella, em comunicado.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 4,90/mês
  • R$ 14,90 a partir do segundo mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 129,90/ano
  • R$ 129,90 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 10,83 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Veja também