Ciência

Medicamentos e psicoterapia atacam melhor esquizofrenia

Estudo demonstrou a eficácia de tratamento para a esquizofrenia e outras psicoses - um novo enfoque que combina medicamentos antipsicóticos à psicoterapia

Paciente durante consulta ao psicólogo: terapia adotada atualmente limita-se a administrar antipsicóticos para suprimir as alucinações e os delírios (Derrick Ceyrac/AFP)

Paciente durante consulta ao psicólogo: terapia adotada atualmente limita-se a administrar antipsicóticos para suprimir as alucinações e os delírios (Derrick Ceyrac/AFP)

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Da Redação

Publicado em 20 de outubro de 2015 às 21h12.

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Washington - Um estudo federal norte-americano publicado nesta terça-feira demonstrou a eficácia de um tratamento personalizado para a esquizofrenia e outras psicoses - um novo enfoque que combina medicamentos antipsicóticos à psicoterapia desde o surgimento dos primeiros sintomas.

A terapia adotada atualmente limita-se a administrar antipsicóticos para suprimir as alucinações e os delírios.

"O objetivo é vincular a pessoa que apresenta os primeiros sinais de psicose a uma equipe de especialistas que trabalhem de forma coordenada e o mais rápido possível desde o momento em que aparecem os sintomas", explicou John Kane, professor e diretor do serviço de psiquiatria do Zucker Hillside Hospital, no estado de Nova York.

O estudo, financiado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH, na sigla em inglês) e divulgado na revista científica American Journal of Psychiatry, foi conduzido ao longo de dois anos em 34 clínicas dos Estados Unidos com 404 pacientes de 15 a 40 anos.

Os pesquisadores constataram que o tratamento é mais eficaz quando os doentes são atendidos pouco após o início dos sintomas psicóticos.

A metade dos participantes do estudo começou o tratamento menos de um ano e meio após o início dos sintomas, enquanto os demais passaram mais tempo sem receber atenção.

O grupo tratado rapidamente teve maior melhoria em sua qualidade de vida do que os que foram tratados tardiamente com o novo enfoque. Além disso, registraram uma melhoria maior do que aqueles que receberam um tratamento convencional com base sobretudo em antipsicóticos.

Também destacaram que o grupo tratado mais cedo pareceu precisar de menos remédios, cujos efeitos colaterais são o aumento de peso e a sonolência.

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