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Neurônios e Facebook: pesquisadores estudaram a área visual do córtex cerebral (Wikimedia Commons/Montagem INFO)
Lucas Agrela
Publicado em 5 de fevereiro de 2015 às 17h45.
São Paulo - As ligações dos neurônios funcionam de forma parecida com uma rede social, de acordo com pesquisadores da universidade de Basel.
Cada célula neural se liga com muitas outras, mas as conexões mais fortes são entre as que são mais parecidas.
Os resultados da pesquisa foram divulgados no jornal científico Nature.
Sites como o Facebook nos mantêm em contato com um grande número de conhecido, mas somos mais próximos daquele pequeno grupo de pessoas que são parecidas conosco e a opinião deles é mais importe do que a dos demais.
“Contatos fracos no cérebro têm pequeno impacto, apesar de serem a maioria”, segundo Thomas Mrsic-Flogel, líder da equipe de pesquisa da Universidade de Basel e da Universidade de Londres (UCL).
“As poucas conexões fortes de nerônios com funções similares exercem a maior influência na atividade de seus parceiros. Isso poderia ajudá-los a trabalharem juntos para amplificar informações específicas do mundo lá fora.”
Os pesquisadores estudaram a área visual do córtex cerebral, que recebe informações dos olhos e geram a percepção visual.
No entanto, as conexões neurais mais fracas também têm importância.
“Acreditamos que elas estejam relacionadas à aprendizagem”, de acordo com o Lee Cossell, um dos coautores do estudo.
“Se os neurônios precisarem mudar de comportamento, as conexões fracas já estão posicionadas para serem fortalecidas, talvez garantindo uma veloz plasticidade do cérebro.”
Esse estudo é parte de um esforço global da comunidade científica para entender como o cérebro gera percepções, ações e pensamentos.
1/30 (Marija Gjurgjan/SXC)
São Paulo – Fenômenos sem explicação fascinam os leigos e representam objeto de estudo para a ciência. Não são raros os casos em que ela consegue decifrar esses enigmas, mas há também ocasiões em que o conhecimento humano falha em explicar esses mistérios. A seguir, confira uma seleção de casos intrigantes que demonstram isso.
2/30 (©AFP / Andrew Cowie)
Arqueólogos que trabalham em Stonehenge descobriram neste mês que o monumento formado por pedras que existe no local já teve uma formação circular. A descoberta esclarece parte dos segredos que envolvem o lugar. Situado no sul da Inglaterra, o monumento reúne rochas que foram sido deslocadas por 260 quilômetros até ali 5 mil anos atrás - segundo pesquisadores da universidade de Leicester.
3/30 (PLOS ONE/Creative Commons)
Enormes pedras se movimentam sozinhas no Vale da Morte, na Califórnia. Recentemente, um artigo divulgado pela publicação científica Plos ONE explicou o fenômeno. De acordo com pesquisadores, o congelamento do solo pela noite e o degelo pela manhã combinados com fortes ventos explicam o vai e vem das rochas.
4/30 (Reprodução/YouTube)
Numa foto publicada pelo site Google Moon, uma sombra estranha chamou a atenção dos usuários. As suspeitas de que poderia se tratar de um ET não demoraram a aparecer. No YouTube, um vídeo divulgado em julho que mostra a sombra já ultrapassou a marca de 5 milhões de visualizações. Autora da imagem, a NASA ainda não se manifestou sobre o assunto.
5/30 (Reprodução / Facebook)
Um lago surgido em pleno deserto do Saara despertou a atenção de cientistas. Localizado a 25 quilômetros da cidade de Gafsa, na Tunísia, ele surgiu num local onde antes só havia areia e pedras. A suspeita de geólogos é que uma brecha aberta no leito rochoso por um abalo sísmico seja a causa da formação do lago.
6/30 (Reprodução/YouTube)
Em julho, a revista de ciência Nature publicou um artigo sobre um enorme buraco na Sibéria que vinha intrigando pesquisadores. De acordo com o texto, o surgimento da cratera teria sido causado pelo aquecimento global. Com o fenômeno, o solo da região derreteu e uma liberação muito intensa de metano causou uma explosão - que originou o buraco.
7/30 (NASA/CXC/SAO/E.Bulbul, et al./Reprodução)
Um sinal com comprimento de onda pouco usual é emitido pelo aglomerado Perseus, localizado a 240 milhões de anos-luz da Terra. A suspeita dos astrônomos é de que esse sinal seja enviado por matéria escura, um tipo de matéria invisível que compõe cerca de 85% de todo o universo - mas que ainda não foi detectado por cientistas.
8/30 (NASA)
Uma grande mancha brilhante foi identificada pela sonda Cassini em julho do ano passado num lago em Titã, a maior lua de Saturno. Desde então, pesquisadores tentam decifrar o que poderia ser essa "ilha". Ondas, icebergs e sólidos em suspensão são algumas das hipóteses levantadas em um artigo sobre o tema publicado na revista Nature Geoscience.
9/30 (Flickr/Kaptain Kobold)
Você nunca se perguntou por que os fios dos fones de ouvido sempre formam nós quando são guardados no bolso da calça? Pois saiba que físicos da universidade da Califórnia já se perguntaram e encontraram uma resposta. Segundo eles, fios tendem a formar espirais quando são colocados em qualquer recipiente. Conforme esse recipiente se movimenta, eles se enrolam e formam nós.
10/30 (ESO)
Quando uma estrela de massa muito grande entra em colapso, o que se espera é que ela dê origem a um buraco negro. Mas isso nem sempre acontece e, às vezes, surgem as chamadas estrelas magnéticas. Esses astros são os corpos com campo magnético mais poderoso que se conhece e os cientistas estão tentando entender por que eles surgem. Em maio, observações fortaleceram as suspeitas de que as estrelas magnéticas seriam resultantes da interação entre duas estrelas de massa muito grande.
11/30 (NASA/JPL-caltech)
Num de seus passeios por Marte, o jipe-robô Curiosity tirou uma foto que intrigou muitos cientistas. Nela, um ponto iluminado aparecia na paisagem e logo começaram as especulações de que poderia se tratar de um ser vivo. Mas a NASA prontamente desmentiu a informação, afirmando que raios cósmicos ou reflexos da luz solar em Marte poderiam ser responsáveis por tal efeito visual.
12/30 (NASA, ESA, D. Jewitt/UCLA/Handout via Reuters)
Em março, astrônomos da universidade da Califórnia publicaram um artigo sobre a desintegração do asteroide P/2013 R3. De aparência vaporosa, o objeto se repartiu em vários outros durante meses. Segundo eles, o mais provável é que a incidência da luz solar tenha causado o aumento gradual da velocidade de rotação do asteroide - levando-o a se desintegrar.
13/30 (José Cruz/Abr)
Médicos da Califórnia registraram cerca de 20 casos de uma doença com sintomas parecidos com o da poliomielite (já erradicada nos EUA) entre crianças. De acordo com o neurologista Keith Van Haren, os pacientes com a doença tiveram paralisia total em apenas dois dias e não voltaram a se recuperar mesmo após seis meses de tratamento.
14/30 (Divulgação/NASA)
Duas fotos tiradas pelo robô Opportunity de um mesmo lugar em Marte com dois dias de diferença mostram que uma pedra teria "surgido" no local. A NASA anunciou a descoberta e tem algumas suspeitas do que pode ter acontecido. A mais provável é que o robô possa ter arrastado a rocha até o local com uma de suas rodas. Entretanto, também pode se tratar de um meteorito que tenha caído naquela região.
15/30 (Erika Santelices/AFP)
Só em 2014, cientistas conseguiram sequenciar o genoma da bactéria Vibrio cholerae, que causa cólera. O trabalho foi tema de um artigo publicado em janeiro pela revista médica New England Journal of Medicine. No século XIX, grandes epidemias de cólera assolaram o mundo. Mas o fato de a bactéria se alojar no intestino das vítimas dificultava maiores investigações, já que o órgão se deteriora com o tempo. Para o estudo em questão, os pesquisadores tiveram de usar amostras de tecidos de um homem morto pela doença em 1849.
16/30 (Troy S. Alexander / Centro de Pesquisa Tambopata)
Minitorres brancas de dois centímetros de altura em meio a uma espécie de cerca foram encontradas na Amazônia peruana em junho de 2013 por cientistas da universidade Georgia Tech. A estrutura foi enviada para especialistas em insetos, que não souberam dizer do que se tratava. O enigma só foi solucionado em janeiro, quando pesquisadores descobriram que as minitorres eram, na verdade, berçários para uma espécie de aranha ainda desconhecida.
17/30 (Wikimedia Commons / Asim Led)
Na noite de 16 de novembro de 2013, uma lagoa de 20 metros de diâmetro na cidade bósnia de Sanica foi engolida por um buraco. Sim, um buraco - que, em duas semanas, já havia alcançado 50 metros de largura e 30 metros de profundidade. Entre os pesquisadores, a suspeita era de que atividade de águas subterrâneas e mudanças tectônicas no subsolo pudessem estar causando o fenômeno.
18/30 (Silviculture/Wikimedia Commons)
O saola é um mamífero que habita uma região de floresta entre Laos e Vietnã. Descoberto em 1992 e extremamente raro, ele poucas vezes foi analisado por cientistas. O que se sabe é que o bicho, que tem dois chifres longos e retos, costuma medir cerca de 90 centímetros de altura e pesar cerca de 100 quilos. Em setembro do ano passado, zóologos da ong WWF comemoraram quando uma câmera automática conseguiu tirar uma foto de um animal do tipo - que não era visto desde 1998.
19/30 (Lutz Wolfgang Kettler/AFP)
Há cerca de um ano, o menino Alexander Kettler encontrou uma múmia no sótão da casa de seus avós, na Alemanha. Com crânio atravessado por uma flecha e braços cruzados sobre o peito, a múmia media cerca de 1,5 metro. Foi preciso que a polícia analisasse o objeto para resolver o enigma da múmia alemã. Apesar do crânio humano, ela era feita de ossos de plástico e devia pertencer a algum curso de anatomia.
20/30 (Getty Images)
Nas décadas de 1960 e 1970, astronautas americanos que foram à Lua relataram ter visto um brilho intenso sobre o horizonte durante a aurora. Intrigada com o fenômeno, a NASA decidiu mandar no ano passado uma cápsula robótica para tentar desvendar os possíveis motivos dos chamados crepúsculos lunares. A suspeita é de que a luz do sol carregue eletricamente o pó na superfície da Lua, gerando o brilho.
21/30 (ESA/Foster + Partners)
Embora haja gravidade na Lua, ela não é distribuída de forma homogênea e isso sempre intrigou os cientistas. Recentemente, um artigo publicado pela revista Science explicou o fenômeno. Após nove meses de análises e observações, foi constatado que o impacto de asteroides e cometas seria a causa da variação da gravidade em diferentes áreas da Lua.
22/30 (AFP)
A ilha Sandy ou Ilha de Areia aparece em atlas e mapas do mundo inteiro. Situada no Pacífico Sul, ela foi descrita em 1876 pela tripulação do baleeiro Velocity. Porém, só recentemente cientistas australianos confirmaram que a ilha, na verdade, não existe. De acordo com pesquisadores do museu de Auckland, os marinheiros do Velocity informaram sobre a existência de uma série de quebra-mares e ilhotas de areia na região. Porém, compreendeu-se à época que se tratava de uma ilha e o mal-entendido acabou sendo oficializado com o passar do tempo.
23/30 (Divulgação/ESO)
Por muito tempo, cientistas tentaram desvendar o enigma das chamadas nebulosas planetárias. Conchas brilhantes de gás, elas costumam se situar em volta de estrelas perto do fim da vida. Observações de astrônomos do Observatório Europeu do Sul mostraram que a presença de duas estrelas orbitando uma em torno da outra é uma das possíveis razões do fenômeno.
24/30 (NASA / JPL-Caltech / Cornell Univ / USGS / Modesto Junior College)
O robô Opportunity fotografou uma série de esferas numa das crateras de Marte em 2012. Com cerca de três milímetros de diâmetro, elas não têm composição conhecida - embora apresentem semelhanças com as pedras conhecidas como blueberries. Localizadas pelo Opportunity em 2004, as blueberries são formações ricas em hematita e indicam que, no passado, Marte pode ter sido um planeta rico em água.
25/30 (Dave Lonsdale/Creative Commons)
O último imperador inca se chamava Atahualpa. Ele foi morto em 1533, mas seu túmulo ainda não havia sido localizado até 2010. Foi com a ajuda da linguística que a historiadora Tamara Estupiñan encontrou o local, no Equador. Segundo ela, Atahualpa está enterrado num amontoado de pedras no território Malqui, às margens do rio Machay. Na língua local, malqui significa corpo e machay, santuário - o que justificaria sua tese.
26/30 (Divulgação/NASA)
Uma supernova é um corpo celeste resultante da explosão de uma estrela. O primeiro registro de um astro do tipo de que se tem notícia foi feito na China em 185 antes de Cristo. Porém, só em 2011 os astrônomos conseguiram explicar como foi possível se avistar o fenômeno já naquela época. Segundo pesquisadores da universidade da Carolina do Norte, a supernova (posteriormente batizada de RCW 86) surgiu numa cavidade oca, sem poeira nem gás - o que permitiu que seus destroços viajassem mais do que o comum e se tornassem visíveis aqui da Terra.
27/30 (Oli Scarff/Getty Images)
Durante 500 anos, não se soube ao certo qual era a origem do fermento usado por produtores da Baviera para fabricar cerveja. Só em 2011, pesquisadores da Universidade Nova de Lisboa decifraram o enigma. De acordo com artigo divulgado na publicação científica PNAS, o fungo seria originário de uma zona florestal no noroeste da Patagônia.
28/30 (Mario Tama/Getty Images)
Jonathan Eisen é professor da universidade da Califórnia. Nove anos atrás, ele coletou no mar uma amostra de genes com características nunca antes vistas. Por meio de análises, o pesquisador percebeu que o DNA recolhido apresentava características que o diferenciavam dos vírus, fungos, animais e vegetais conhecidos. Ao que tudo indica, tratava-se de uma forma de vida que ainda não foi descoberta.
29/30 (Divulgação/NASA)
Tempestade solar é o nome dado pelos especialistas às instabilidades que acontecem na superfície do Sol. Nos últimos dias, elas têm se repetido num curto intervalo de tempo - o que é incomum, segundo o Centro de Previsão Climática dos EUA. Entre as principais consequências do fenômeno, estão interrupções nas comunicações mantidas por rádio e na transmissão de energia.
30/30 (Stock.xchng)
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