Tecnologia

LEGO aposta em peças inteligentes com som e conexão sem tela em nova coleção

Sistema Smart Brick foi apresentado na CES 2026; tecnologia compartilhada entre coleções terá 'tijolos inteligentes' que terão gatilhos para sons e luzes

LEGO: marca desenvolveu sistema tecnológico que ativa sons e luzes para peças de forma autônoma

LEGO: marca desenvolveu sistema tecnológico que ativa sons e luzes para peças de forma autônoma

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 14h04.

A LEGO começará a vender em 1º de março suas primeiras peças inteligentes, batizadas de Smart Brick, inicialmente integradas à linha Star Wars. A proposta é inserir tecnologia embarcada em tijolos tradicionais 2x4, com sons como a respiração de Darth Vader e o ruído de sabres de luz ativados por um chip instalado no interior das peças.

Apresentada durante a CES 2026, feira de tecnologia realizada anualmente em Las Vegas, a novidade foi pensada para funcionar de forma padronizada em todas as coleções futuras. Isso significa que cada peça equipada com a tecnologia poderá operar independentemente do conjunto adquirido.

Em entrevista à revista Wired, Tom Donaldson, vice-presidente sênior da LEGO, afirmou que o desenvolvimento ocorreu em parceria com o Creative Play Lab, laboratório interno da empresa, para criar algo que fizesse sentido para crianças que “brincam com várias coisas” ao mesmo tempo.

A Smart Brick reúne LEDs, sensores de luz e som, alto-falante, bateria sem fio e bobinas de cobre de 100 mícrons dentro do formato tradicional dos tijolos. O núcleo do sistema é um chip ASIC, sigla para Application-Specific Integrated Circuit (circuito integrado de aplicação específica), de 4,1 milímetros, responsável por executar comandos sem a necessidade de telas ou aplicativos externos.

Para permitir a comunicação entre as peças, a LEGO desenvolveu uma tecnologia própria baseada em Bluetooth, chamada BrickNet.

Prévia da coleção de Star Wars que estreará a tecnologia Smart Brick. Crédito: Lego/Reprodução

Para acomodar os componentes sem alterar o tamanho das peças, a empresa classificou cada tijolo com NFC, sigla para Near Field Communication (comunicação por campo de proximidade). Os adesivos com microchips permitem a identificação e a conexão entre as peças, além de viabilizar funções como leitura de dados e ativação de recursos de luz e som.

A empresa também desenvolveu uma base capaz de carregar toda a construção de uma só vez e ler as etiquetas NFC simultaneamente. A função de carregamento compartilhado é apontada internamente como um dos principais avanços técnicos do projeto.

Donaldson relatou à revista que grupos de crianças que testaram a tecnologia demonstraram maior engajamento ao descobrir pontos centrais de ativação, como se estivessem no controle de um sistema maior. Já Knights afirmou que “cada elemento da tecnologia foi levado ao limite físico” para caber no formato tradicional do tijolo.

Ao incorporar conectividade e resposta sensorial sem depender de telas, a LEGO tenta equilibrar inovação tecnológica e preservação da experiência analógica que consolidou a marca ao longo de décadas.

 

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