Tecnologia
Acompanhe:

Kinect pode servir como ferramenta mais barata de big data

Aparelho, segundo o site InformationWeek, seria utilizado para escanear volumes e outras estruturas tridimensionais – algo essencial para empresas de logística

 (Getty Images)

(Getty Images)

G
Gustavo Gusmão

22 de maio de 2014, 21h29

São Paulo - A multinacional de logística DHL descobriu no sensor de movimentos Kinect, da Microsoft, uma solução interessante para análise de big data.

O aparelho, segundo o site InformationWeek, seria utilizado para escanear volumes e outras estruturas tridimensionais – algo essencial para empresas de logística, que precisam gerenciar o uso de espaço em armazéns, caminhos, navios e aviões da melhor forma possível.

O uso dele para essas funções foi descrito em um artigo do final de 2013 pelo diretor de pesquisa e desenvolvimento da companhia, Dr. Marcus Kückelhaus.

Segundo ele, o sensor, lançado pela MS em 2010, foi o primeiro aparelho do tipo capaz de analisar corpos em três dimensões que chegou ao consumidor final.

E justamente por esse aspecto, o preço dele acaba sendo bem menor do que outras soluções antes usadas pela empresa para os mesmos fins.

Os primeiros experimentos feitos pela DHL com um Kinect foram feitos em uma central de distribuição, e o aparelho foi colocado em uma empilhadeira.

Cada caixa ou estrutura que passava pelos “braços” do veículo era analisada pelo dispositivo, que, ligado à rede da companhia, poderia ajudar a encontrar os melhores lugares para colocar o volume. Ou seja, agilizaria o processo e ainda organizaria melhor o espaço.

Um segundo teste já colocou dois Kinects na entrada de um armazém, e cada objeto que chegava tinha o tamanho automaticamente medido pelos dispositivos.

Segundo o InformationWeek, a solução saiu bem mais em conta do que uma que envolveria escaneamento por laser – e ainda se mostrou mais ágil na análise, cortando o tempo gasto anteriormente pela metade, de 30 para 15 segundos.

É de se imaginar que outros experimentos ainda sejam feitos antes de uma adoção definitiva do sensor da Microsoft pela DHL.

Mas os primeiros bons resultados, nas palavras do executivo da empresa de logística, já mostraram que o aparelho “não é só algo para brincar, mas uma solução que poderia representar uma mudança significativa na indústria”.