Tecnologia

Inaugurado o primeiro museu de memes do Brasil

O projeto da Universidade Federal Fluminense é mais sério do que parece: catalogar e eternizar o humor virtual

Memes: há um artigo sobre cada um dos memes que já estão na base de dados (Museu de Memes/Reprodução)

Memes: há um artigo sobre cada um dos memes que já estão na base de dados (Museu de Memes/Reprodução)

DR

Da Redação

Publicado em 23 de março de 2017 às 18h24.

Última atualização em 8 de maio de 2017 às 15h10.

A Universidade Federal Fluminense acaba de lançar o projeto acadêmico mais diferentão de 2017 (e quiçá da história recente): o Museu de Memes.

O acervo virtual lista clássicos instantâneos como John Travolta em Pulp Fiction, o forninho de Geovanna (sim, o nome dela é com “e”) e até o esquecido Harlem Shake.

Parece piada, mas não é.

Há um artigo sobre cada um dos memes que já estão na base de dados.

Gráficos com a curva de popularidade de cada viral são acompanhados de uma lista de aplicações e exemplos notáveis, curiosidades sobre as personagens envolvidas e até menções a órgãos públicos que tentaram entrar na brincadeira – e pagaram de tiozão.

Já acabou, Jéssica, ou você quer mais?

Além da lista em si, há entrevistas com administradores de páginas famosas e artigos em que se discute a viabilidade, o objetivo e a legitimidade de tocar o projeto.

Em uma análise sobre a eficácia de protestos virtuais como os vomitaços, pesquisadores discutem a internet como espaço público, e questionam se manifestações de corpo presente são mesmo mais eficientes que um belo flood nos comentários.

Em um papo com o Dinofauvo Fanho, você descobre muito sobre a fauna dinofáurica da web.

E há até um texto que responde a primeira pergunta que vem à cabeça de todo mundo: para que serve, afinal, uma coleção dessas?

O acervo, como a Wikipedia, é colaborativo e aceita “doações”, então é só escolher seu meme favorito e testar suas habilidade de enciclopedista do humor no século 21 – a grávida de Taubaté ainda não tinha um artigo até a publicação desta nota, quem se habilita?

Por trás do humor há bastante jargão acadêmico, e constatações sábias sobre a amnésia coletiva contemporânea e o meme como uma piada que depende de seu contexto – e não pode ser entendida fora dele.

Só tome cuidado: o site é magnético, armadilha para procrastinadores natos.

Este conteúdo foi publicado originalmente no site da Superinteressante.

Acompanhe tudo sobre:Rio de JaneiroFaculdades e universidadesMuseusJosé Serra

Mais de Tecnologia

Meta perdeu 17,7 bilhões de dólares com investimento em VR em 2025

CBF testa impedimento semiautomático no Maracanã usando iPhones 17 Pro

Setor de software da China cresce 13,2% em 2025

Apple lidera ranking de celulares mais vendidos em 2025, aponta Counterpoint