Tecnologia

Hacker cria malware capaz de sequestrar drones

Com o MalDrone, um hacker mal intencionado poderia sequestrar um drone e usá-lo para espionar ou atacar alguém


	AR Drone, da Parrot: uma brecha de segurança permitiu a invasão do drone
 (Patrick Kovarik/AFP)

AR Drone, da Parrot: uma brecha de segurança permitiu a invasão do drone (Patrick Kovarik/AFP)

Maurício Grego

Maurício Grego

Publicado em 6 de fevereiro de 2015 às 10h10.

São Paulo -- Com tantos drones voando por aí, fazendo filmagens aéreas e até entregando pizzas, é só uma questão de tempo até alguém resolver usar essas máquinas para algum propósito maligno. 

Rahul Sasi, engenheiro de segurança digital indiano que se apresenta como um "hacker ético", descobriu uma das maneiras como isso pode ser feito. Explorando uma brecha de segurança no popular AR Drone, da empresa francesa Parrot, ele criou o primeiro malware para drone de que se tem notícia, o MalDrone.

Sasi diz, em seu blog, que o programa maligno desliga o sistema automático de pilotagem e assume o comando da aeronave. O malware passa a receber dados dos sensores do drone e a controlar seus motores. Sasi ainda afirma que o MalDrone pode se propagar para outros drones por meio de uma rede Wi-Fi.

Podemos imaginar consequências graves disso. Um hacker mal intencionado poderia roubar o drone depois de assumir o comando dele. Poderia, então, usá-lo para espionar ou atacar alguém.

Sasi vai demonstrar o MalDrone amanhã na conferência de segurança Nullcon, que acontece em Goa, na Índia. No vídeo abaixo, ele explica, em inglês, como funciona o malware; e mostra um drone sendo sequestrado:

https://youtube.com/watch?v=5SlWdl4ZuAI%3Frel%3D0%26controls%3D0%26showinfo%3D0

Acompanhe tudo sobre:ÁsiaÍndiaRobóticaHackersDronescrimes-digitaisseguranca-digital

Mais de Tecnologia

Instagram lança plano premium no Brasil por R$ 10 ao mês; veja o que muda

ChatGPT fora do ar: usuários relatam mensagens de erro no chatbot da OpenAI

Movida: a corrida de três dias por trás do principal case da Meta no WhatsApp

Notebook com IA virou critério para geração Z aceitar oferta de emprego, aponta levantamento