Tecnologia

Brasil será primeiro país a receber recurso antirroubo do Google para android

Inteligência artificial deverá ser capaz de detectar movimentos bruscos e bloquear tela do aparelho

 (Bastiaan Slabbers/NurPhoto/Getty Images)

(Bastiaan Slabbers/NurPhoto/Getty Images)

Publicado em 12 de junho de 2024 às 08h11.

O Google anunciou na terça-feira, 11,que escolheu o Brasil, onde cerca de dois celulares são roubados a cada minuto, para testar uma tecnologia que usa inteligência artificial para bloquear automaticamente os smartphones com sistema Android em caso de roubo.

"O feedback dos usuários brasileiros inspirou esses recursos [do Android] contra furto e roubo, e o país será também o primeiro a testá-los", explicou Fábio Coelho, diretor do Google no Brasil, em um artigo publicado na plataforma.

A primeira versão estará disponível para os usuários brasileiros a partir de julho.

A principal novidade consiste em um sistema que "usa a inteligência artificial para detectar" um movimento brusco que indica um roubo e bloquear automaticamente a tela, explicou o Google.

"Se um movimento comumente associado a furto ou roubo for detectado, a tela do seu telefone será bloqueada rapidamente – o que pode ajudar a evitar que os ladrões acessem facilmente seus dados", acrescentou a gigante americana.

Outra inovação anunciada é a possibilidade de bloquear o acesso aos dados do dispositivo de forma remota sem necessidade de senha, utilizando apenas o número de telefone.

Há também uma função que permite realizar esse bloqueio mesmo sem que o aparelho esteja conectado à internet.

A Apple, principal concorrente do Google em sistemas operacionais para telefones móveis, havia lançado funções antirroubo para seu sistema iOS em janeiro.

Roubos de celulares

Segundo os dados mais recentes da ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou cerca de um milhão de roubos de celulares em 2022, ou seja, 1,9 por minuto. Esse número representa um aumento de 16,6% em relação a 2021.

O problema afeta especialmente os moradores das grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, onde, no ano passado, a "gangue das bicicletas" multiplicou os roubos de telefones cometidos por indivíduos sobre duas rodas.

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