Tecnologia

O que está por trás da valorização do Google acima dos US$ 3 trilhões em valor de mercado

Juiz rejeita pedido do Departamento de Justiça para que a empresa se desfaça do Chrome; ações disparam mais de 30% no ano

Sundar Pichai: CEO do Google (Christoph Soeder/picture alliance via Getty Images/Getty Images)

Sundar Pichai: CEO do Google (Christoph Soeder/picture alliance via Getty Images/Getty Images)

André Lopes
André Lopes

Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 15 de setembro de 2025 às 15h20.

Última atualização em 15 de setembro de 2025 às 15h25.

As ações da Alphabet, controladora do Google, subiram mais de 4% nesta segunda-feira, 15, levando a companhia a ultrapassar o valor de mercado de US$ 3 trilhões – um território até agora restrito a Apple, Microsoft e Nvidia.

O salto mais recente coroou uma arrancada que começou no início de setembro, quando o juiz Amit Mehta decidiu contra a aplicação das penalidades mais duras propostas pelo Departamento de Justiça (DOJ) em um caso antitruste. A agência queria forçar o Google a vender o navegador Chrome, depois que um tribunal distrital concluiu, no ano passado, que a empresa mantinha um monopólio ilegal em buscas e publicidade digital.

A decisão foi considerada positiva para investidores, já que deixou a gigante de buscas livre da medida mais extrema. As ações dispararam para níveis recordes logo após a sentença. O presidente Donald Trump parabenizou a empresa, dizendo se tratar de “um dia muito bom”.

Com a disparada, os papéis da Alphabet já acumulam alta de 30% em 2025, contra 15% do índice Nasdaq.

20 anos após o IPO

O marco de US$ 3 trilhões acontece quase duas décadas depois da oferta pública inicial (IPO) do Google e pouco mais de 10 anos após a criação da Alphabet como holding.

O atual CEO, Sundar Pichai, que assumiu o comando da Alphabet em 2019 no lugar do cofundador Larry Page, enfrenta o duplo desafio de manter o domínio do Google no mercado de buscas enquanto lida com

Paradoxalmente, foi justamente a ascensão desses rivais que reforçou o argumento de que o Google não mantém hoje o mesmo grau de controle sobre o setor de buscas. Esse cenário acabou ajudando a empresa a conquistar a decisão mais branda no processo antitruste.

Agora, o futuro da gigante depende em grande parte do sucesso do Gemini, sua família de modelos de inteligência artificial que busca disputar protagonismo com ChatGPT (da OpenAI) e outras plataformas emergentes.

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