Ciência

Fóssil de morcego que andava é descoberto na Nova Zelândia

Os fósseis datam possivelmente de 16 milhões de anos atrás

Mystacina tuberculata (Animaluniversity.org)

Mystacina tuberculata (Animaluniversity.org)

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Da Redação

Publicado em 18 de junho de 2015 às 07h40.

Morcegos de rabo curto da Nova Zelândia ('Mystacina tuberculata') têm agora um novo ancestral para pendurar na árvore genealógica: uma espécie até agora desconhecida, três vezes maior do que seus primos modernos e que podia andar sobre quatro patas - afirmaram pesquisadores nesta quarta-feira (17).

"O surpreendentemente grande tamanho deste morcego sugere que ele foi fazendo cada vez menos voos de caça e conseguia presas mais pesadas no chão, e frutos maiores do que seu primo atual", explicou Suzanne Hand, principal autora do estudo, professora associada da Universidade de New South Wales (UNSW), na Austrália.

O estudo se baseia em fósseis que datam possivelmente de 16 milhões de anos atrás, e foram encontrados em sedimentos de um lago pré-histórico perto de Otago Central, na Ilha Sul, segundo relatos dos pesquisadores da revista PLOS ONE.

A nova espécie, 'Mystacina miocenalis', é parente de outro morcego, o de rabo curto, que ainda vive pelas florestas da Nova Zelândia.

Três diferentes espécies de morcegos formam os únicos mamíferos terrestres nativos da Nova Zelândia, de acordo com a pesquisa. Dois pertencem à família Mystacina, conhecida como 'morcegos que caminham' por forragearem o chão, isto é, com a ajuda do pulso e dos pés.

"O tamanho dos morcegos é fisicamente limitado pelas demandas de voos e ecolocalização, já que é preciso ser pequeno, rápido e preciso para caçar insetos no escuro", disse Hand.

A dieta do morcego ancião consistia, provavelmente, em néctar, pólen, frutas, insetos e aranhas - similar à alimentação de seus parentes da atualidade. Mas o antepassado provavelmente tinha um peso de 40 gramas, o triplo do peso de um morcego moderno. As 'graminhas' a mais deviam tornar mais difícil a caça no ar.

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