Amazon Web Services (AWS) é a divisão de computação em nuvem da gigante varejista (Noah Berger / Amazon/Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 7 de fevereiro de 2026 às 12h27.
Última atualização em 7 de fevereiro de 2026 às 19h03.
A reportagem foi atualizada com o posicionamento da AWS
A Amazon Web Services (AWS) é a divisão de computação em nuvem da Amazon e hoje ocupa a posição de maior provedora de infraestrutura digital do mundo. Criada em 2006, a plataforma fornece servidores, armazenamento, bancos de dados, segurança e ferramentas de inteligência artificial por meio da internet, no modelo de pagamento conforme o uso.
Na prática, a AWS substitui a necessidade de empresas manterem data centers próprios, com prédios, equipamentos físicos, energia, refrigeração e equipes especializadas. Em vez disso, companhias “alugam” capacidade computacional da Amazon e escalam seus sistemas de forma quase instantânea.
A AWS opera por meio de uma rede global de data centers distribuídos em regiões e zonas de disponibilidade. Cada região reúne múltiplos centros independentes, o que permite que sistemas continuem operando mesmo diante de falhas técnicas localizadas.
Entre os serviços mais usados estão:
Computação (máquinas virtuais e processamento sob demanda)
Armazenamento de dados
Bancos de dados
Ferramentas de segurança e criptografia
Análise de dados e inteligência artificial
O modelo permite que empresas aumentem ou reduzam capacidade em segundos, pagando apenas pelo que utilizam.
A AWS se tornou peça central da economia digital por três fatores principais: escala, confiabilidade e custo.
A plataforma atende desde startups até grandes corporações globais, como bancos, operadoras de cartão, plataformas de streaming, redes sociais, governos e empresas de tecnologia. Serviços populares como Netflix, Spotify, Airbnb, Nubank, iFood e parte da infraestrutura do Pix utilizam a AWS em diferentes níveis.
No setor financeiro, a nuvem da Amazon viabiliza operações que exigem funcionamento contínuo, como pagamentos instantâneos, análise de risco, prevenção a fraudes e autenticação de transações.
Bancos e fintechs utilizam a AWS para processar milhões de transações simultâneas com alta disponibilidade. Em picos de uso — como dias de pagamento ou datas promocionais — os sistemas escalam automaticamente.
A plataforma também oferece certificações e padrões de segurança exigidos por reguladores, como o Banco Central, o que facilita a entrada de novos players no mercado financeiro.
Ferramentas de criptografia e módulos de segurança de hardware permitem a proteção de dados sensíveis e a assinatura digital de operações, reduzindo riscos de fraude.
A AWS é hoje a unidade mais lucrativa da Amazon. Embora represente uma parcela menor da receita total do grupo, responde por uma fatia relevante do lucro operacional.
Seu crescimento ajudou a redefinir a forma como empresas investem em tecnologia, acelerando a digitalização de setores tradicionais e reduzindo barreiras de entrada para novos negócios.
A concentração de serviços críticos em grandes provedores de nuvem também gera debates sobre dependência tecnológica. Falhas na AWS, ainda que raras, podem causar impactos simultâneos em múltiplas empresas e serviços, especialmente quando diferentes instituições compartilham a mesma infraestrutura.
"Entre 11:36 e 12:09 da manhã (horário de Brasília), experimentamos problemas intermitentes de conectividade de rede entre duas Zonas de Disponibilidade (sae1-az1 e sae1-az3) na Região SA-EAST-1. Isso resultou em taxas de erro de API e latências para os Serviços AWS na Região. O problema foi resolvido e todos os serviços estão operando normalmente."