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Facebook deleta perfis de grupos supremacistas brancos nos EUA

Um neonazista foi preso no sábado por jogar seu carro contra um grupo que protestava contra a manifestação dos supremacistas brancos em Charlottesville

Facebook: "Nossos corações estão com as pessoas afetadas pelos trágicos eventos de Charlottesville", indicou um porta-voz (Dado Ruvic/Reuters)

Facebook: "Nossos corações estão com as pessoas afetadas pelos trágicos eventos de Charlottesville", indicou um porta-voz (Dado Ruvic/Reuters)

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EFE

Publicado em 15 de agosto de 2017 às 22h06.

Los Angeles - O Facebook deletou perfis de vários grupos supremacistas brancos e neonazistas da rede social após os episódios de violência registrados durante o fim de semana na cidade de Charlottesville, nos Estados Unidos.

O site "Buzzfeed" informou, citando fontes do Facebook, que a rede social deletou nos últimos dias as páginas de grupos como "Right Winged Knight", "Awakening Red Pill", "Physical Removal", "Genuine Donald Trump", "Awakened Masses", "White Nationalists United" e "Vanguard America".

"Nossos corações estão com as pessoas afetadas pelos trágicos eventos de Charlottesville", indicou um porta-voz do Facebook em um comunicado divulgado pelo site especializado "Techcrunch".

"O Facebook não permite os discursos de ódio ou o elogio de atos terroristas. E estamos eliminando, de forma ativa, qualquer publicação que glorifique o horrendo ato cometido em Charlottesville", indicou a nota.

Um neonazista foi preso no sábado por jogar seu carro contra um grupo que protestava contra a manifestação dos supremacistas brancos em Charlottesville. Uma mulher morreu atropelada por ele.

O crime gerou uma onda de indignação e críticas aos grupos racistas, tanto de políticos republicanos como democratas, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou em sua primeira reação aos incidentes a "violência de muitos lados".

Ontem, Trump condenou de forma explícita o Ku Klux Klan, os neonazistas e os supremacistas brancos. No entanto, recuou hoje em nova entrevista coletiva, quando voltou à tese original de que os "dois lados" são responsáveis pela violência.

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