Chip internacional e eSIM de viagem: veja como escolher a melhor opção para usar internet no exterior sem roaming (Freepik)
Colaboradora
Publicado em 25 de julho de 2026 às 09h00.
Quem já viajou para outro país sabe que ter um bom sinal de internet à mão é algo indispensável, seja para acessar o GPS ou checar as redes sociais, mas às vezes o gasto com o roaming pode apertar o orçamento.
Hoje, os viajantes mais modernos costumam usar o eSIM de viagem — chip virtual que dispensa troca de cartão no celular. Plataformas como Airalo, Holafly e Nomad vendem planos de dados que custam uma fração do roaming das operadoras brasileiras, com ativação pelo próprio celular antes do embarque.
A escolha entre eSIM, chip local e roaming depende de alguns fatores da viagem. A seguir, veja o que cada opção oferece, quanto custa e como configurar o celular para evitar cobranças.
O eSIM (embedded SIM) é um chip virtual integrado ao celular. Em vez de inserir um cartão físico no aparelho, o viajante compra um plano de dados pelo aplicativo da operadora de eSIM, recebe um QR Code e instala o perfil digital nas configurações do celular. O processo leva menos de cinco minutos.
A vantagem prática é o Dual SIM: o chip brasileiro permanece no aparelho para receber SMS de bancos e tokens de autenticação, enquanto o eSIM cuida da conexão de dados no exterior.
iPhones a partir do XR e XS (2018) e celulares Samsung a partir do Galaxy S20 (2020) suportam eSIM. No Android, discar *#06# mostra se o aparelho exibe um número EID além do IMEI — se exibir, o celular é compatível. O aparelho precisa estar desbloqueado para outras operadoras.
A compra e a ativação são feitas pelo aplicativo, sem fila no aeroporto. Cobre de um a dezenas de países com o mesmo perfil. A maioria dos eSIMs de viagem oferece apenas dados — chamadas e SMS dependem de apps como WhatsApp.
No campo das plataformas, a Airalo tem planos a partir de US$ 4,50 para 1 GB em mais de 200 destinos. A Holafly oferece pacotes com dados ilimitados (sujeitos a política de uso justo, que pode reduzir a velocidade após alto consumo). A Nomad cobre mais de 200 destinos com planos a preços competitivos.
Comprado em loja de operadora ou balcão do aeroporto no destino, costuma ter o menor custo por GB em estadias longas (acima de sete dias) concentradas em um único país, com preços que partem de € 10 na Europa ou US$ 15 nos EUA.
A desvantagem é depender de disponibilidade no aeroporto e ocupar o slot do chip brasileiro — o que impede o Dual SIM em aparelhos com apenas uma entrada física.
Pacotes como o Passaporte Claro, o Vivo Travel e o TIM Viagem custam de R$ 20 a R$ 65 por dia, conforme a região de destino. A comodidade é não precisar fazer nada além de ativar o serviço — o celular se conecta à rede parceira ao pousar. O risco é o consumo fora do pacote, que gera cobranças por MB na fatura. Disponível apenas para clientes pós-pagos nas três operadoras.
Um dos fatores que pode influenciar a escolha é o destino da viagem. Por exemplo:
Antes de comprar um plano, vale checar se o cartão de crédito já oferece eSIM de viagem como benefício.
As etapas são semelhantes entre Airalo, Holafly e Nomad:
A instalação pode ser feita em casa, no Wi-Fi, dias antes da viagem. O plano só começa a consumir dados quando ativado no destino.
O passo mais importante é desativar o roaming de dados da linha brasileira antes do embarque.
Desligar a opção "Alternar Dados Móveis" (iPhone) ou equivalente no Android impede que o celular migre para a rede brasileira em áreas sem sinal do eSIM. Desativar atualizações automáticas de aplicativos, backup em nuvem e download de mídia no WhatsApp fora do Wi-Fi também reduz o consumo.