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Vale a pena trocar de iPhone agora ou é melhor esperar o evento de 9 de setembro?

Evento da Apple deve apresentar os modelos Pro com chip A20 Pro, enquanto versões de entrada ficam para 2027

Trocar de iPhone: modelos Pro e dobrável devem ser anunciados no evento de 9 de setembro de 2026 (Leandro Fonseca/Exame)

Trocar de iPhone: modelos Pro e dobrável devem ser anunciados no evento de 9 de setembro de 2026 (Leandro Fonseca/Exame)

Marina Semensato
Marina Semensato

Colaboradora

Publicado em 4 de setembro de 2026 às 09h31.

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A Apple anunciou seu evento anual para 9 de setembro de 2026, com o slogan "Surprise and shine". A apresentação já virou uma espécie de ritual para quem gosta de atualizar o iPhone todos os anos ou para quem precisa trocar de celular, pois além dos novos produtos, traz também a esperança de que os modelos mais antigos tenham uma queda no preço. Porém, neste ano, um detalhe pode ser decisivo para essa mudança: o evento deve cobrir apenas os modelos mais caros, como o iPhone 18 Pro, Pro Max e o suposto primeiro dobrável da marca.

Os aparelhos de entrada, como o iPhone 18 e 18e, só devem ser apresentados ao público em 2027. Com isso, surgem várias dúvidas entre quem quer ou precisa trocar de celular. Afinal, vale investir em algum modelo da linha 17, que já aparece com desconto no varejo? Esperar o iPhone 18 Pro, que deve chegar mais caro? Ou aguardar 2027 pelos modelos mais acessíveis?

O que a Apple confirmou sobre o evento de 9 de setembro?

Conforme informações divulgadas pela Apple, a apresentação será às 14h (horário de Brasília) no Steve Jobs Theater, dentro do Apple Park, em Cupertino, na Califórnia. A transmissão será feita pelo site oficial da Apple (página Apple Events) e pelo app Apple TV. O evento também vai ao ar no YouTube.

Nenhum produto, preço ou especificação foi divulgado. O slogan "Surprise and shine" é a única pista oficial — tudo o que se sabe sobre os aparelhos vem de vazamentos da cadeia de fornecedores e de analistas de mercado. O evento também marca a estreia de John Ternus como CEO, no cargo desde 1.º de setembro de 2026, com Tim Cook assumindo a presidência do conselho de administração.

A Apple não confirmou a data das vendas. O esperado é que a pré-venda abre na sexta-feira seguinte ao evento — que, em 2026, cai em 11 de setembro. Como a data coincide com o 25.º aniversário dos ataques de 11 de setembro, pode ser que a Apple mude para sábado, 12 de setembro.

O que esperar do iPhone 18?

Segundo fontes como MacRumors e TechCrunch, a Apple deve anunciar três aparelhos em setembro de 2026: o iPhone 18 Pro, o iPhone 18 Pro Max e o primeiro iPhone dobrável da empresa, que pode receber o nome de iPhone Ultra. Os modelos de entrada — iPhone 18, iPhone 18e e a segunda geração do iPhone Air — ficaram para 2027.

Os dois modelos Pro devem trazer o chip A20 Pro, fabricado no processo de 2 nm da TSMC. Há rumores de câmera com abertura variável, talvez exclusiva do Pro Max, e de Dynamic Island menor. As mudanças em relação ao iPhone 17 Pro, porém, são descritas como leves pela maioria dos analistas — o que reforça a pergunta sobre a necessidade de esperar.

O dobrável, por sua vez, seria o primeiro smartphone da Apple nesse formato. Os vazamentos sugerem para um design estilo livro com tela interna de cerca de 7,8 polegadas e tela externa de 5,5 polegadas. A espessura ficaria entre 4,5 mm aberto e 9,5 mm fechado, segundo o analista Ming-Chi Kuo.

Supostas cores do iPhone 18 Pro, segundo a MacRumors (Reprodução/MacRumors)

Quanto devem custar os novos iPhones?

Nenhum preço foi confirmado pela Apple. As estimativas da consultoria TrendForce, publicadas em setembro de 2026, apontam para aumentos de 10% a 20% em relação à geração anterior. O motivo principal é o custo de memória, que subiu quase 400% em um ano, segundo a mesma consultoria.

As projeções para os Estados Unidos:

  • iPhone 18 Pro entre US$ 1.249 e US$ 1.299 (o iPhone 17 Pro parte de US$ 1.099);
  • iPhone 18 Pro Max entre US$ 1.349 e US$ 1.399 (o 17 Pro Max parte de US$ 1.199);
  • iPhone Ultra (dobrável) entre US$ 2.099 e US$ 2.299, com chances de passar de US$ 3.000 nas versões com mais armazenamento.

No Brasil, caso o aumento estimado pela TrendForce se confirme, o iPhone 18 Pro pode partir de algo entre R$ 13.000 e R$ 14.000. A Apple só divulga os valores brasileiros no dia do anúncio.

A partir de qual iPhone não vale a pena trocar?

A resposta passa por dois critérios: suporte de software e acesso à Apple Intelligence.

O iOS 27, previsto para setembro de 2026, roda em todos os iPhones a partir do iPhone 11 — a mesma lista do iOS 26. Quem tem um iPhone 12, 13 ou 14 ainda recebe atualizações de segurança e funcionalidades do sistema.

O divisor de águas é a Apple Intelligence. Os recursos de IA da Apple — ferramentas de escrita, geração de imagens, resumo de notificações, Siri com compreensão de contexto — exigem no mínimo um iPhone 15 Pro (chip A17 Pro com 8 GB de RAM). Quem tem um iPhone 14 ou anterior não roda esses recursos, independente da versão do iOS.

Quem tem iPhone 15 Pro ou posterior tem mais tranquilidade em software e IA, e pode esperar — seja pelo evento de setembro, seja por 2027. Quem tem um iPhone 14 ou anterior e quer acesso à Apple Intelligence precisa trocar de qualquer forma, e a questão é apenas para qual modelo migrar.

Vale a pena comprar o iPhone 17 Pro agora?

Para quem não precisa do modelo mais recente, o iPhone 17 Pro é a opção com melhor custo-benefício entre os modelos com Apple Intelligence completa. Ele roda todos os recursos da Siri AI do iOS 27 — incluindo as funções de IA mais avançadas, que exigem chip A19 Pro — e chegou ao mercado há menos de um ano.

O preço de lançamento foi de R$ 11.499 na versão de 256 GB. Em setembro de 2026, o modelo já aparece abaixo de R$ 9.500 em promoções de varejistas brasileiros. Após o evento do dia 9, essa queda tende a se acentuar.

Se o iPhone 18 Pro vier na faixa de R$ 13.000 a R$ 14.000, como sugerem as projeções, a diferença de preço entre ele e o 17 Pro em promoção pode chegar a R$ 3.000 ou mais. As mudanças entre as duas gerações, segundo os vazamentos, são pequenas, num salto que não justifica essa diferença na maioria das vezes.

O risco é caso o evento trouxer uma surpresa não prevista nos vazamentos — um recurso exclusivo do A20 Pro, por exemplo —, quem comprou o 17 Pro não terá acesso. Mas, pelo histórico da Apple, saltos desse tipo entre gerações são raros.

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