Washington - Você já ouviu falar em coração de pedra, mas este é um caso literal.
Nesta segunda-feira, cientistas disseram ter encontrado o fóssil de uma criatura semelhante a um camarão que viveu 520 milhões de anos atrás com um coração e artérias exemplarmente conservados que representam o sistema cardiovascular mais antigo já visto.
Chamada de "Fuxianhuia protensa", a criatura era um artrópode primitivo, um grupo de invertebrados com exoesqueletos que inclui crustáceos como caranguejos, lagostas e camarões, assim como insetos, aranhas e centípedes.
O fóssil, encontrado na província de Yunnan, no sudoeste da China, data da "Explosão Cambriana", período capital na história da vida na Terra, quando muitos dos maiores grupos animais surgiram, mais de meio bilhão de anos atrás.
"É um caso extremamente raro e incomum que um sistema de órgãos tão delicado seja preservado em um dos fósseis mais antigos e com tanta riqueza de detalhes", disse a paleontóloga Xiaoya Ma, do Museu de História Natural de Londres, uma das pesquisadoras do estudo publicado no periódico Nature Communications.
As partes moles do corpo de um animal tendem a se decompor após a morte, e por isso normalmente os fósseis só preservam as partes duras, como ossos, dentes e carapaças.
"Entretanto, em circunstâncias expecionais, o tecido mole e os sistemas de órgãos anatômicos também podem ser preservados nos fósseis", disse Ma.
No caso do Fuxianhuia protensa, o fóssil mostrou um coração tubular no meio do corpo com um sistema de artérias rico e elaborado levando aos olhos, às antenas, ao cérebro e às pernas da criatura.
O sistema cardiovascular, incluindo o coração e as artérias, permitem que o sangue circule em todo o corpo e distribua oxigênio e nutrientes. A maioria dos animais possui esse sistema, mas aqueles que não são dotados de uma cavidade corporal, como as medusas e os platelmintos, não o possui.
Este fóssil lança uma nova luz sobre a evolução da organização corporal dos animais, e mostra que mesmo algumas das primeiras criaturas se assemelhavam a seus descendentes atuais, disseram os pesquisadores.
-
1. Elas causaram “frenesi”
zoom_out_map
1/12 (Montagem)
São Paulo - O Instituto Internacional para a Exploração de
Espécies, da Universidade do Arizona, lançou o seu “Top 10” das novas espécies de
animais, plantas e fungos que mais causaram frenesi no ano passado. A lista, tão vasta quanto surpreendente, é mais uma prova da necessidade urgente de se preservar a rica
biodiversidade do Planeta. Do tímido macaco “loiro” do Congo, passando por baratas brilhantes ao menor vertebrado do mundo, uma rã de apenas 7 mm que cabe numa moeda, conheça nos próximos slides as espécies recém-descobertas mais incríveis.
-
2. Macaco Lesula
zoom_out_map
2/12 (Maurice Emetshu)
Descoberto na República Democrática do Congo, o lesula é um macaco do Velho Mundo bem conhecido pelos moradores da região, mas descrito apenas em 2012 pela ciência. Ele apresenta comportamento tímido, e chama atenção pela pelugem aloirada e olhos cor de mel. Apesar de viver em florestas remotas, sendo raramente avistada, a espécie é considerada vulnerável por ser caçada por sua carne.
-
3. Violeta liliputian
zoom_out_map
3/12 (Hugh H. Iltis and Harvey Ballard)
Encontrada no alto dos Andes do Peru, a violeta Liliputian está entre as menores violetas do mundo. As amostras foram coletadas pela primeira vez em 1960, mas a espécie só foi descrita como nova em 2012. Acima do solo, a planta mede apenas um centímetro de altura.
-
4. Menor vertebrado do mundo
zoom_out_map
4/12 (.)
Não bastasse caber com folga numa tampinha de creme dental, a rã Paedophryne amauensis é o menor vertebrado do mundo, atingindo na fase adulta um comprimento entre 7 e 8 milímetros. Foi através de seu coaxar estridente (mais parecido com o de um inseto do que de um sapo) que uma equipe de pesquisadores da Universidade de Lousiana conseguiu achá-lo, perdido entre um montinho de folhas caídas numa floresta em Nova Guiné. A descoberta foi revelada em janeiro em um artigo publicado na revista científica PLoS On ano passado.
-
5. Esponja de Cítara
zoom_out_map
5/12 (MBARI)
Com formas que remetem a uma harpa, essa esponja carnívora foi descoberta em águas profundas do nordeste do Oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia. Sua forma incomum maximiza a área da superfície de contato para captura de presas planctônicas.
-
6. Cobra comedora de caracois (Sibon noalamina)
zoom_out_map
6/12 (Sevastian Lotzkat)
Essa nova espécie de cobra foi descoberta nas montanhas florestas tropicais do Panamá. Ela tem hábitos norurnos e caça presas de corpo mole incluindo minhocas e ovos de anfíbios, além de caracois e lesmas. Inofensiva, ela defende-se imitando os alternados aneis escuros e claros da cobra coral venenosa.
-
7. Baratas luminosas
zoom_out_map
7/12 (Peter Vrsansky & Dusan Chorvat)
Luminescência entre animais terrestres é bastante rara e mais conhecida entre os vários grupos de besouros e vaga-lumes. Desde a primeira descoberta de uma barata luminescente, em 1999, entretanto, mais de uma dúzia de espécies estão (com o perdão do trocadilho) "vindo à luz". Todas são raras, e curiosamente, até agora, encontradas apenas em áreas remotas, longe da poluição luminosa das cidades. A mais recente adição à lista é a barata L. luckae, que segundo cientistas está ameaçada ou, possivelmente, já extinta. Esta barata é conhecido a partir de um único espécime coletado há 70 anos de uma área fortemente impactada pela erupção do vulcão Tungurahua. A espécie é ainda mais notável porque o tamanho a localização de suas “lâmpadas” sugerem que ele está usando a luz para imitar besouros luminescentes tóxicos, a fim de se proteger.
-
8. Um inseto social (Semachrysa jade)
zoom_out_map
8/12 (Guek Hock Ping)
Foi graças às mídias sociais que Semachrysa jade apareceu para o mundo. Primeiro, Hock Ping Guek fotografou o belo crisopídeo com manchas escuras na base de suas asas em um parque perto de Kuala Lumpur e compartilhou sua foto no Flickr. Shaun Winterton, um entomologista da Califórnia, por acaso viu a imagem e considerou o inseto incomum. Guek então coletou uma amostra e enviou para Stephen Brooks, no Museu de História Natural de Londres, que confirmou seu novo status de espécie. Os três se uniram e prepararam uma descrição usando o Google Docs.
-
9. Fungo da Arte Paleolítica (Ochroconis anomala)
zoom_out_map
9/12 (Pedro M. Martin-Sanchez/ASU)
Em 2001, manchas pretas começaram a aparecer nas paredes da caverna de Lascaux, na França. Em 2007, as manchas eram tão grandes que se tornou motivo de preocupação para a a equipe de conservação da arte rupestre do local, que datam do período paleolítico. Até onde os cientistas sabem, este fungo - uma das duas novas espécies do gênero de Lascaux - é inofensivo.
-
10. Arbusto em perigo (Eugenia petrikensis)
zoom_out_map
10/12 (David Rabehevitra/ASU)
Eugenia é uma das sete novas espécies descritas da floresta litorânea do leste de Madagascar e é considerada em extinção. Ela cresce cerca de dois metros, apresenta arbusto esmeralda verde e folhas levemente brilhantes com belos cachos e flores magentas. A espécie já formou uma faixa de 1.600 quilômetros de comprimento na floresta tropical de Madagascar, mas foi reduzida com a pressão humana.
-
11. Mosca jurássica (Juracimbrophlebia ginkgofolia)
zoom_out_map
11/12 (Wang, Labandeira, Shih and Ren /ASU)
Algumas espécies de moscas podem ser encontradas penduradas sob a folhagem na tentavivda de capturar outros insetos como alimento. O fóssil de uma nova espécie do tipo, a Juracimbrophlebia ginkgofolia, foi encontrado junto com as folhas preservadas de uma árvore de gingko, na China.
-
12. Exemplos a serem seguidos
zoom_out_map
12/12 (.)