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Em meio à pressão por lucros, Spotify deve aumentar preços nos EUA em 2026

Se confirmado, será o primeiro aumento no país desde julho de 2024; em setembro deste ano, a tarifa no Brasil subiu de R$ 21,90 para R$ 23,90

O JPMorgan estima que um acréscimo de US$ 1 na assinatura (atualmente em US$ 11,99 por mês) pode elevar a receita anual do Spotify em até US$ 500 milhões (Dilara Irem Sancar/Anadolu /Getty Images)

O JPMorgan estima que um acréscimo de US$ 1 na assinatura (atualmente em US$ 11,99 por mês) pode elevar a receita anual do Spotify em até US$ 500 milhões (Dilara Irem Sancar/Anadolu /Getty Images)

Publicado em 25 de novembro de 2025 às 13h44.

O Spotify está preparando um aumento no preço das assinaturas nos Estados Unidos para o primeiro trimestre de 2026, segundo fontes ouvidas pelo Financial Times. A mudança, ainda não confirmada oficialmente, ocorre em meio à pressão por maior lucratividade e à cobrança de gravadoras por reajustes nos repasses.

Se confirmado, será o primeiro aumento de preço nos EUA desde julho de 2024. Nos últimos meses, o Spotify já reajustou os valores em mercados como Reino Unido, Suíça, Austrália e Brasil, onde, em setembro, a tarifa subiu de R$ 21,90 para R$ 23,90.

A medida é considerada crucial por analistas de Wall Street. O JPMorgan estima que um acréscimo de US$ 1 na assinatura (atualmente em US$ 11,99 por mês) pode elevar a receita anual do Spotify em até US$ 500 milhões.

Além da pressão de investidores, o pleito por aumentos vem também das gravadoras, que argumentam que os preços das plataformas de streaming de música, como Spotify e Apple Music, estão defasados em relação à inflação e ainda abaixo de serviços de vídeo como a Netflix.

Desde que chegou aos EUA, há 14 anos, o valor da assinatura subiu apenas US$ 2. O novo aumento viria em um momento de desaceleração no setor musical: o crescimento da receita global caiu pela metade no último ano, segundo a IFPI.

Em 2025, as ações do Spotify acumulam alta superior a 30%, mais que o dobro do índice S&P 500.

Aumentos diferenciados por mercado

Questionado sobre o assunto na última teleconferência com investidores, realizada no início do mês, o futuro co-CEO Alex Norström disse que os reajustes serão definidos “com base na dinâmica de cada mercado”.

Em setembro, o atual CEO e cofundador Daniel Ek anunciou que deixará o comando da empresa no início de 2026, assumindo o cargo de presidente do conselho. Norström e Gustav Söderström, executivos de longa data, dividirão a liderança da plataforma.

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