Tecnologia

Drones roubam a cena das Olimpíadas de Inverno com imagens em alta velocidade

Telespectadores das Olimpíadas de Inverno 2026 opinam que drones e câmeras operadas por IA se tornaram adições indispensáveis às transmissões

Olimpíadas de Inverno: espectadores elogiam imagens operadas por sensores de alta velocidade (Getty Images)

Olimpíadas de Inverno: espectadores elogiam imagens operadas por sensores de alta velocidade (Getty Images)

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 16h08.

Assistir às competições das Olimpíadas de Inverno 2026 tem sido como acompanhar os melhores momentos de um jogo eletrônico que simula os esportes em destaque. As imagens de diferentes ângulos aéreos permitidas por drones, sensores e câmeras operadas por inteligência artificial chamam a atenção pela capacidade de registrar momentos exatos de manobras que duram poucos segundos e necessitam de precisão para a captação perfeita.

Ao todo, são 25 veículos áereos aperfeiçoados para acompanhar esportistas que deslizam em até 140km/h, adicionados para garantir uma experiência quase mágica aos telespectadores de casa, mesmo que isso custe a paz sonora para os fisicamente presentes na Itália. Essa é a primeira vez que a tecnologia de reconhecimento acompanha, em tempo real e a todo momento, os atletas de alta velocidade em esportes como esqui alpino, esqui cross-country e patinação de velocidade em pista curta.

Com uma perspectiva paralela substituindo a visão perpendicular da competição, o piloto dos drones consegue ter uma experiência imersiva para facilitar o acompanhamento da prova, quase como uma perseguição em tempo real.

Drones facilitam notas

O sistema que continuamente registra movimentos específicos transfere a data para um sistema de IA pensado para oferecer aos telespectadores dados exclusivos sobre os desempenhos. Quando os dados chegam ao sistema, um modelo 3D que replica passo a passo da manobra realizada é traduzido para estatísticas na tela, facilitando a interpretação e compreensão de notas que serão posteriormente apresentadas por jurados.

Com maior precisão para analisar a quantidade de segundos que um atleta pode ter demorado a mais que outro na realização da prova, a análise se torna mais simplificada e justa para os competidores que são julgados a partir de observações feitas em cima de 40 mil imagens geradas por segundo.

Outros usos de drone em esportes

Além da estreia nas Olimpíadas de Inverno, outras ligas e modalidades fazem uso da tecnologia de drones em primeira pessoa há alguns anos. As competições X Games, NFL, Fórmula 1, NASCAR e U.S. Open estão entre as que já experienciaram as imagens geradas em alta velocidade. O uso para esportes em terrenos de difícil passagem é mais comum, uma vez que os operadores de câmeras tradicionais têm dificuldade em caminhar nas regiões utilizadas para a realização das competições.

A primeira vez que um drone foi utilizado para filmagens em esporte foi durante as Olimpíadas de Inverno de 2014, que aconteceram em Krasnodar, na RússiaNa época, porém, somente uma câmera áerea posicionada no alto das montanhas de Rosa Khutor registrava as passagens dos esquiadores e praticantes de snowboard em até 70km/h, metade da velocidade alcançada com a tecnologia moderna apresentada nos Jogos atuais.

Acompanhe tudo sobre:TecnologiaInteligência artificialOlimpíadas de Inverno

Mais de Tecnologia

Rússia bloqueia completamente WhatsApp e sugere app estatal para conversas

Como jogo centenário virou estratégia para o Duolingo atrair a geração Z

Do bloco ao banco: especialista alerta para escalada de golpes no Carnaval

IA do TikTok inaugura um mundo de vídeos realistas — mas sem humanos