Tecnologia

Como funciona a película de privacidade nativa do Galaxy S26 Ultra

Chamada de Privacy Display, tecnologia reduz o ângulo de visão da tela ao controlar seletivamente a emissão de luz dos pixels

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 15h51.

A Samsung transformou um acessório comum, a película de privacidade, em um recurso nativo de hardware.

A chamada Privacy Display, exclusiva do Galaxy S26 Ultra, atua diretamente na forma como os pixels da tela emitem luz, reduzindo drasticamente o campo de visão lateral do aparelho.

Controle seletivo de pixels

Diferentemente das películas tradicionais, que utilizam microestruturas físicas para bloquear a luz fora do eixo frontal, a solução da Samsung é digital.

O sistema identifica quais pixels contribuem para a visibilidade fora do ângulo central e reduz ou desativa seletivamente sua emissão de luz. Na prática, isso estreita o cone de visão da tela. Quem está de frente vê normalmente. Quem olha de lado enxerga a imagem escurecida ou quase ilegível.

Como é uma solução integrada ao display, não há perda permanente de brilho ou nitidez. O recurso pode ser ativado e desativado a qualquer momento.

Ativação inteligente por contexto

O recurso pode funcionar de três maneiras:

  • Modo permanente, com ângulo restrito o tempo todo
  • Ativação automática ao abrir aplicativos sensíveis, como bancos ou e-mails corporativos
  • Proteção apenas para notificações ou durante a digitação de senha e PIN

Essa abordagem contextual transforma a privacidade em uma camada dinâmica do sistema, e não apenas em um filtro visual fixo.

Benefício óptico

Ao eliminar a necessidade de película física, o usuário preserva integralmente o revestimento antirreflexo do painel. Isso melhora brilho percebido, fidelidade de cores e nitidez em ambientes externos.

Películas tradicionais costumam reduzir contraste e gerar leve granulação na imagem. A solução integrada evita esse efeito colateral.

Em  um cenário de maior preocupação com segurança digital, especialmente no ambiente corporativo, a Samsung adiciona uma camada física de proteção que complementa as defesas de software. É uma inovação discreta, mas que reforça a ideia de que o hardware também pode atuar como guardião ativo de dados sensíveis.

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