Repórter
Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 15h51.
A Samsung transformou um acessório comum, a película de privacidade, em um recurso nativo de hardware.
A chamada Privacy Display, exclusiva do Galaxy S26 Ultra, atua diretamente na forma como os pixels da tela emitem luz, reduzindo drasticamente o campo de visão lateral do aparelho.
Diferentemente das películas tradicionais, que utilizam microestruturas físicas para bloquear a luz fora do eixo frontal, a solução da Samsung é digital.
O sistema identifica quais pixels contribuem para a visibilidade fora do ângulo central e reduz ou desativa seletivamente sua emissão de luz. Na prática, isso estreita o cone de visão da tela. Quem está de frente vê normalmente. Quem olha de lado enxerga a imagem escurecida ou quase ilegível.
Como é uma solução integrada ao display, não há perda permanente de brilho ou nitidez. O recurso pode ser ativado e desativado a qualquer momento.
O recurso pode funcionar de três maneiras:
Essa abordagem contextual transforma a privacidade em uma camada dinâmica do sistema, e não apenas em um filtro visual fixo.
Ao eliminar a necessidade de película física, o usuário preserva integralmente o revestimento antirreflexo do painel. Isso melhora brilho percebido, fidelidade de cores e nitidez em ambientes externos.
Películas tradicionais costumam reduzir contraste e gerar leve granulação na imagem. A solução integrada evita esse efeito colateral.
Em um cenário de maior preocupação com segurança digital, especialmente no ambiente corporativo, a Samsung adiciona uma camada física de proteção que complementa as defesas de software. É uma inovação discreta, mas que reforça a ideia de que o hardware também pode atuar como guardião ativo de dados sensíveis.