Repórter
Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 10h23.
Última atualização em 5 de janeiro de 2026 às 10h27.
A Cisco está em negociações avançadas para adquirir a Axonius, empresa israelense de cibersegurança especializada em gestão de ativos digitais, por cerca de US$ 2 bilhões, segundo revelou o site israelense Calcalist. O valor está abaixo da avaliação anterior da Axonius, estimada em US$ 2,6 bilhões, e se insere num momento de consolidação no setor.
A operação, caso confirmada, reforçaria a movimentação da Cisco no mercado de segurança digital, semanas após a venda da rival Armis por US$ 7,75 bilhões, também de origem israelense. Ambas atuam no segmento de segurança para dispositivos conectados em redes corporativas.
A Axonius, fundada em 2017 em Nova York por Dean Sysman, Ofri Shur e Avidor Bartov, todos ex-integrantes das unidades de elite de ciberdefesa do Exército de Israel, oferece uma plataforma para gerenciamento e proteção de dispositivos conectados a redes empresariais. Seu sistema integra mais de 300 ferramentas de segurança e gestão e permite, segundo a empresa, uma implantação rápida, com melhoria imediata na cobertura de segurança.
A empresa levantou cerca de US$ 700 milhões em rodadas de investimento com fundos como Accel, Silver Lake, Bessemer Venture Partners, Iconiq Capital e Alkeon Capital. Seu primeiro investidor, a YL Ventures, já vendeu sua participação. Em julho de 2023, a Axonius comprou a Cynerio — especializada em segurança de dispositivos médicos hospitalares — por US$ 180 milhões.
A movimentação da Cisco ocorre num momento em que grandes fornecedores de tecnologia reforçam portfólios voltados à proteção de dispositivos e ativos digitais. A empresa americana, tradicionalmente ligada a infraestrutura de rede, tem acelerado aquisições na área de cibersegurança para competir com players como Palo Alto Networks, Check Point e a própria Armis.
Com a possível compra da Axonius, não apenas pela tecnologia, mas pelo acesso a uma base crescente de clientes corporativos em setores como saúde, finanças e governo. Ainda assim, a negativa pública da empresa israelense aponta que, se houver negociação, ela ainda não foi finalizada — ou pode estar sendo mantida em sigilo.