Ciência

Cientistas avançam no tratamento do Mal de Parkinson

Nova técnica faz com que medicamentos consigam chegar a parte do cérebro onde 98% das substâncias são barradas

Michael J. Fox: ator financiou pesquisa sobre Parkinson (Divulgação/Michael J. Fox)

Michael J. Fox: ator financiou pesquisa sobre Parkinson (Divulgação/Michael J. Fox)

Lucas Agrela

Lucas Agrela

Publicado em 21 de outubro de 2015 às 12h11.

São Paulo – Pesquisadores dos Estados Unidos conseguiram um avanço no tratamento do Mal de Parkinson. Driblando a seletiva barreira permeável que separa o sangue e o fluído extracelular do sistema nervoso central, a nova técnica de permite que os remédios cheguem onde 98% dos medicamentos não conseguem.

O método foi aplicado de maneira bem-sucedida em ratos. Por meio de um enxerto nasal, foi possível levar uma proteína terapêutica, fator neurotrófico (GDNF), ao cérebro dos animais. 

A substância foi escolhida porque já apresentou atrasos de progressão ou até mesmo a reversão do Mal de Parkinson.

Os pesquisadores do Instituto de Olhos e Ouvidos de Massachusetts, em parceria com a Harvard Medical School, e da Universidade de Boston acreditam que a técnica pode ser aplicada para levar medicamentos ao cérebro de pacientes diagnosticados com outros problemas que afetem o órgão e o sistema nervoso, como dor crônica e doenças psiquiátricas.

A nova técnica de aplicação de medicamentos ainda está em fase de testes, mas traz esperança no tratamento de doenças como o Mal de Parkinson, segundo os pesquisadores.

O estudo foi financiado pela Fundação Michael J. Fox, criada pelo astro da trilogia cinematográfica dos anos 80 “De Volta Para o Futuro”, que sofre com a doença desde a época das filmagens dos filmes.

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