Tecnologia

CEO da Apple promete a funcionários que pressionará EUA para rever ações do ICE

Tim Cook fala mais uma vez sobre política imigratória dos EUA e promete a trabalhadores da Apple que lutará pela segurança deles

Tim Cook: CEO da Apple reforça intenção de pressionar EUA para alterar política agressiva contra imigração (Leandro Fonseca/Exame)

Tim Cook: CEO da Apple reforça intenção de pressionar EUA para alterar política agressiva contra imigração (Leandro Fonseca/Exame)

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 12h16.

"Ouvi que alguns de vocês não se sentem confortáveis saindo de suas casas", disse Tim Cook aos funcionários da Apple durante uma reunião interna na última quinta-feira, 5. Conforme noticiou a Bloomberg, o diretor-executivo da maçã revelou que permanecerá em contato com as autoridades dos Estados Unidos para pressionar uma redução nas ações contra imigração no país chefiado por Donald Trump. 

Ele destacou que a empresa de tecnologia é mais "inteligente, sábia, mais inovadora" porque "atrai os melhores e mais brilhantes de todos os cantos do mundo" e prometeu aos trabalhadores presentes que não parará de debater o assunto com os líderes do país norte-americano. "Eu pessoalmente lutarei por vocês", reforçou Cook ao ser consultado sobre ações para trabalhadores em constante receio de serem separados de suas famílias que residem no país.

Cook já havia se pronunciado após a morte do enfermeiro Alex Pretti, 37, por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE). Na ocasião, ele enviou um e-mail aos funcionários e disse estar "de coração partido", já indicando que retomaria as conversas com os políticos para pedir por mudanças ao lado de outros líderes do setor. A ação, entretanto, foi criticada internamente por trabalhadores que enxergaram a declaração como "vazia", disse a Bloomberg.

Mesmo com pressão externa e interna para o governo de Trump rever questões da política atual de imigração, o atual presidente dos EUA chegou a comentar que a situação é complexa porque os cidadãos mortos "não eram anjos". Ele chegou a lamentar a situação, mas não propôs nova visão sobre os próximos passos para evitar que os casos se repitam no território.

“Vou continuar pressionando os legisladores sobre essa questão. Vocês têm minha palavra", finalizou Cook no discurso que fez parte de uma conversa com outros tópicos que serão constantes na Apple nos próximos meses, como inteligência artificial.  

Setor de tecnologia se une contra ICE

O executivo da Apple se junta a Sam Altman, CEO da OpenAI, na lista de líderes do mercado de tecnologia que criticaram ações do ICE. Também em declaração interna a funcionários, Altman disse que o serviço "está indo longe dmeais" após a morte de Pretti em Minneapolis, nos Estados Unidos. Outros chefes e trabalhadores do setor assinaram, em anonimato, um pronunciamento coletivo que pede à Casa Branca ação imediata pela redução das ações do ICE em estados dos EUA.

Acompanhe tudo sobre:AppleTim CookInteligência artificialEstados Unidos (EUA)

Mais de Tecnologia

Primeiro carro elétrico movido a baterias de íons de sódio é lançado na China

Apple muda de ideia e não investirá mais em 'coach de saúde' de IA

Meituan anuncia compra da operação chinesa da Dingdong por US$ 717 mi

Starlink bloqueia antenas usadas por tropas russas na Ucrânia