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Chefe de gabinete de premier britânico renuncia após escândalo de Epstein

Morgan McSweeney deixa o cargo ao assumir responsabilidade pela nomeação de Peter Mandelson, ligado ao caso Jeffrey Epstein

Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 13h27.

Última atualização em 8 de fevereiro de 2026 às 13h32.

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O chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, renunciou ao cargo neste domingo, 8, devido à nomeação de Peter Mandelson como embaixador em Washington, feita em 2024. O diplomata tinha ligações com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.

Os documentos que citam Mandelson incluem transações financeiras que envolvem o marido do diplomata, o brasileiro Reinaldo Ávila da Silva.

A queda de McSweeney ocorre em um momento de fragilidade para o Partido Trabalhista, que enfrenta duras críticas pela gestão de nomeações estratégicas. Em comunicado oficial, o agora ex-chefe de gabinete classificou a decisão de promover Mandelson como um erro grave, que prejudicou a confiança pública nas instituições.

Vínculos sob investigação

O escândalo ganhou tração com o vazamento de mais de 3 milhões de páginas de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que expuseram a rede de contatos do falecido financista americano.

Os registros indicam que o brasileiro casado com Mandelson teria recebido cerca de R$ 70 mil provenientes de contas ligadas a Epstein. Além dos valores em dinheiro, a investigação aponta para uma frente ainda mais sensível: o possível compartilhamento de informações confidenciais do governo britânico sobre a crise financeira de 2008.

A Polícia Metropolitana de Londres conduz buscas em propriedades ligadas ao ex-embaixador para apurar se houve quebra de sigilo estatal e favorecimento ilícito.

A relação entre Peter Mandelson e Jeffrey Epstein teria persistido mesmo após a primeira condenação do americano por crimes sexuais. Mensagens interceptadas mostram o diplomata referindo-se ao financista como "melhor amigo", enquanto registros fotográficos em Paris reforçaram o desgaste da imagem pública do articulador trabalhista.

O governo de Keir Starmer sofre pressão para retirar o título vitalício de Mandelson, que já renunciou ao Partido Trabalhista e à sua posição na Câmara dos Lordes.

Crise em Downing Street

Para o Reino Unido, a renúncia de McSweeney representa a perda de um dos principais arquitetos da vitória eleitoral de Starmer. O episódio trava a agenda legislativa e obriga o primeiro-ministro a reorganizar sua equipe ministerial sob a sombra de um escândalo transatlântico.

A oposição utiliza o caso para questionar o critério ético nas indicações diplomáticas, enquanto o mercado político londrino observa, com cautela, os próximos passos das autoridades americanas na divulgação de novos nomes envolvidos com o esquema de Epstein.

(Com Agência O Globo)

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