Tecnologia

Bola com nova tecnologia é testada no Paulista de Vôlei

Emerson Shiromaru, responsável pelo projeto, classificou o teste de quinta-feira (28) como 'gratificante'

Vôlei (Sangudo via Photopin)

Vôlei (Sangudo via Photopin)

DR

Da Redação

Publicado em 29 de agosto de 2014 às 05h44.

Não foi só o Sesi que saiu ganhando no Ginásio Poliesportivo de São Bernardo na noite de quinta-feira. Testada pela primeira vez em uma partida oficial, a tecnologia que promete acabar com as dúvidas nas quadras de vôlei em bolas que caíram dentro ou fora do campo de jogo teve avaliação positiva por parte de seus criadores e do representante da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) que estava presente.

A tecnologia consiste em um chip implantado na bola e terminais interligados via Wi-Fi nas extremidades da quadra. Quando a bola toca no chão, o árbitro é imediatamente avisado através de um computador de mão. Sem perder tempo, ele pode tomar decisões sem prejudicar o andamento da partida, enquanto tudo é monitorado através de um computador.

Emerson Shiromaru, responsável pelo projeto, classificou o teste de quinta-feira (28) como "gratificante". "Todo esforço que a gente faz antes é exatamente para chegar em um evento nesse padrão e entregar o resultado esperado", contou.

De sua criação até a apresentação, o sistema demorou oito anos para ser construído. Agora, pode aparecer em grandes competições da FIVB em um futuro não muito distante. É o que diz Saul Castro Verdugo, vice-presidente da entidade, também presente na partida São Bernardo 2 x 3 Sesi, válida pelo Campeonato Paulista de Vôlei. "A avaliação foi bem positiva. Levaremos para as comissões da FIVB e essas comissões podem propor se é correto aplicar em um grande evento ou não", disse.

Shiromaru ressaltou que o processo totalmente eletrônico e a instantaneidade do software faz com que ele se diferencie de outras tecnologias já criadas. "O sistema é complexo, mas de fácil manuseio e sem cabos. O mais relevante é que não existe o desafio, não existe interrupção. Traz uma avaliação científica, nenhum ser humano precisa avaliar. Ela te dá com exatidão em um padrão científico. É um sistema inédito", avisou.

Batizada de D-Tech, a tecnologia pode ser homologada pela FIVB ainda em 2014, no congresso que acontece em novembro. Sem deixar dúvidas em lances polêmicos, a intenção é deixar o esporte cada vez mais justo.

Acompanhe tudo sobre:InovaçãoINFO

Mais de Tecnologia

O paradoxo do Trump Phone: nacionalista por fora, taiwanês por dentro

Novo executivo do Xbox diz que Microsoft não irá desistir do negócio de consoles

Google leva IA do DeepMind ao Palmeiras para prever jogadas

China prepara plano de R$ 1,53 trilhão para expandir data centers